Alentejo

88% de adesão à greve dos médicos no Alentejo, avança sindicato (c/som)

Publicado em Regional 08 maio, 2018

O delegado regional para o Alentejo do Sindicato Independente dos Médicos (SIM), Armindo de Sousa Ribeiro, avançou à Rádio Campanário (RC) que no primeiro dia de greve dos médicos a adesão rondou os 88% em todo o Alentejo. O que “demonstra, de facto, a insatisfação dos profissionais de saúde médicos com as políticas adotadas por este governo e com a não negociação com os sindicatos”.

Detalhadamente e segundo o sindicato, a adesão à greve foi de 92% no Litoral Alentejano, 89% no Norte Alentejano, 84% no Alentejo Central e 82% no Baixo Alentejo. O Hospital do Espírito Santo de Évora, ao ser contactado pela RC, não quis prestar declarações sobre os números avançados pelo sindicado. Já no Litoral Alentejano, estes números provocaram “uma grande redução no número de consultas”, “fechando blocos operatórios”, revela o sindicado.

Armindo de Sousa Ribeiro explicou ainda que “os médicos que aderem à greve, não estão a fazer nem consultas nem cirurgia”, embora “os prestadores de serviços são aqueles que, não podendo fazer greve, estão a assegurar algumas dessas consultas que já estariam programadas”.

Sublinhando as tentativas de negociação com o governo, o delegado regional do SIM referiu à RC que apesar de estar “a negociar com este governo há mais de dois anos”, continua a não haver “praticamente nenhuma progressão”. Portanto, o sindicalista pensa que nos próximos dois dias “haverá tanta ou mais adesão à greve como no primeiro dia”, servindo esta greve como “a base de demonstração de insatisfação” dos médicos.

Segundo o dirigente do SIM, as grandes reivindicações para convocar esta greve de três dias, prendem-se com “a evolução da carreira médica, a nível nacional, para fazer com que haja uma maior sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde”, assim como com “a redução dos números de utentes por médico de família”, de 1900 para 1500,  “a passagem das 200 horas (…) para as 150 horas, como todos os trabalhadores da função pública” e ainda a redução das horas de urgência obrigatórias, de 18 horas “para 12 horas”.

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