Alentejo

Administrador da Cersul satisfeito com os 700 milhões para a agricultura, mas garante que “têm que ser rigorosamente aplicados” (c/som)

Publicado em Regional 15 maio, 2019

O Dia do Agricultor foi assinalado esta quarta-feira, 15 de maio, em Elvas no INIAV - Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, numa cerimónia que reuniu agricultores, entidades e o Governo representado pelos ministros Luís Capoulas Santos Manuel Heitor e onde foram apresentadas e discutidas as atividades desenvolvidas no âmbito dos diferentes programas do Instituto.

Na cerimónia os ministros da Agricultura e Ensino Superior confirmaram o apoio da tutela ao projeto para um laboratório corporativo a instalar em Elvas com o objetivo de desenvolver soluções para a agricultura.

Para os agricultores a aposta no centro de inovação a ser desenvolvido pelo INIAV procurando soluções para fazer face às alterações climáticas é “um fruto merecido”, pois esta entidade através da Estação de Melhoramento de Plantas “tem conseguido manter um trabalho persistente e constante em prol da agricultura da região”, disse à RC o administrador da Cersul, Luís Bulhão Martins.

Para o administrador da Cersul - Agrupamento De Produtores De Cereais Do Sul no combate às alterações climáticas o regadio não soluciona todos os problemas, pois em todo o Alentejo “não chegará a 300 mil hectares numa superfície agrícola de perto de 2 milhões”. Face a números tão discrepantes entre aérea irrigada e não irrigada, Bulhão Martins relembra que os agricultores devem “descobrir usos proveitosos e rentáveis que advêm do aproveitamento dos recursos naturais”.

é preciso “encontrar soluções paralelas para o sequeiro
Bulhão Martins

“Regar hoje é caro, construir é difícil e tem alguns constrangimentos ambientais” e portanto é preciso “encontrar soluções paralelas para o sequeiro”, acrescentou o administrador, sublinhando que “nem tudo pode ser regadio”.

Aos dias de hoje são recorrentes os alertas que colocam grande parte do território, sobretudo o Alentejo, em aviso de seca, e quando questionado sobre que cultura se deve apostar para alimentar o gado, Bulhão Martins explica que na economia global vai “há determinado tipo de produção que fica menos competitiva e o último reduto são as pastagens, antes das florestas”.

Portanto “há que dinamizar a utilização das pastagens” e para isso deseja que se faça, “boas e produtivas pastagens” fazendo uma rotação sustentável da utilização dos solos, disso o administrador da Cersul relembrando a excelente produção pecuária que se pratica no Alentejo.

“há determinado tipo de produção que fica menos competitiva e o último reduto são as pastagens”
Bulhão Martins

No que respeita à produção de pecuária, sobretudo em zona de montado, Luís Bulhão Martins não tem dúvida de que “a aposta é sempre na diversidade para resistir às crises”, e reforça que embora o regadio crie mais alternativas “há alternativas no sequeiro que têm que ser olhadas”.

Questionado sobre o montante de 700 milhões de euros direcionados para o setor agrícola no próximo orçamento de Estado, Bulhão Martins mostra-se satisfeito com o montante mas sublinha que para fazer jus ao elevado número ele “tem que ser rigorosamente aplicado”, algo que na sua opinião acontece que “muitas vezes os dinheiros não são rigorosamente aplicados nem chega aos seus legítimos destinatários”, ao agricultor.

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