Alandroal

Alandroal: Exposição ‘Retratos de Alandroal’ será inaugurada a 30 de outubro

Regional 27 Out. 2021

O Fórum Cultural Transfronteiriço de Alandroal vai receber, de 02 de novembro a 8 de dezembro, a exposição ‘Retratos de Alandroal’, da Malvada Associação Artística.

A inauguração será feita no dia 30 de outubro, pelas 17h,  no Fórum Cultural Transfronteiriço de Alandroal.

A Malvada Associação Artística inaugura a exposição ‘Retratos de Alandroal’, com fotografias de José Miguel Soares, no Fórum Cultural Transfronteiriço de Alandroal, no dia 30 de outubro, pelas 17h, mantendo-se neste espaço até ao dia 8 de dezembro de 2021. Esta exposição inclui-se no projeto ‘Topofilias’, que envolve a população excluída por envelhecimento e isolamento e tem como foco o espaço e o lugar praticado e vivido, como forma de recuperar e produzir memória através da construção de um olhar sobre e a partir do património humano. Esta é a primeira das cinco exposições fotográficas apresentadas nestes concelhos entre outubro e dezembro de 2021, conforme nota de imprensa enviada à nossa redação.

A exposição ‘Retratos de Alandroal', com fotografias da autoria de José Miguel Soares, resulta de um longo processo criativo e de inclusão com seniores, integrado no projeto ‘Topofilias’. Neste concelho, o processo estendeu-se por Alandroal, Terena, Hortinhas e Juromenha, onde, para além dos registos fotográficos e dos retratos feitos no espaço público, nas casas dos habitantes ou nos seus locais de trabalho, foram igualmente realizadas sessões de retrato de estúdio no Mercado e nas estruturas residenciais para idosos da SCMA e da APIT, incluindo participantes que, devido à pandemia, se encontravam isolados do exterior. 
Por ter sido levado a cabo durante o período de confinamento, que aprofundou os sentimentos de isolamento e solidão que assolam este segmento da comunidade, o projeto revestiu-se de uma importância ainda maior. Para esse resultado contribuiu igualmente o acompanhamento de Ricardo Pacífico, mediador do projeto da CMA, que nos guiou incansavelmente nas diferentes sessões por este território. Durante todo o processo, desenvolveu-se com os participantes o exercício da memória, no qual se incentivou o ato de recordar e de estabelecer conexões, a aproximação e a partilha através da fotografia, o empoderamento e a inclusão no ato de ser retratado. Durante o processo neste concelho, a equipa da Malvada conheceu aprofundadamente o território e criou laços e relações com os residentes, os locais, os restaurantes, os comerciantes e o Município. Para além de físico, social e emocional, o território é composto e estruturado por aqueles que o vivem. Todos estes tempos e lugares, e as memórias que lhes estão associadas, ganham corpo naqueles que os habitam e que por eles se deixam habitar.


‘Topofilias’ é um projeto de Fotografia da Malvada, com criação e direção artística de Ana Luena e José Miguel Soares, que envolve a população excluída por envelhecimento e isolamento, tendo como foco o espaço e o lugar praticado e vivido, como forma de recuperar e produzir memória, através da construção de um olhar sobre e a partir do património humano. Realizado nos Municípios de Alandroal, Borba, Estremoz, Évora e Reguengos de Monsaraz, o projeto inclui-se no Transforma - Programa para uma Cultura Inclusiva do Alentejo Central, promovido pela CIMAC. Explora-se o conceito de Topofilia, o elo afetivo entre a pessoa e o lugar ou o meio ambiente, uma associação que promove a ideia de pertença e de identidade cultural.
 
‘Topofilias’ desenvolveu-se quer nas aldeias típicas e nos centros históricos, cujo denominador comum é um passado admirável e extraordinário, quer nos espaços urbanos e periurbanos, simultaneamente polos de desenvolvimento, desordenamento e reorganização do território, mas também nos espaços extensos, de paisagens naturais antropomorfizadas, onde a desertificação humana é mais do que uma tendência estatística. Em ‘Topofilias’, propomos um processo artístico que utiliza a fotografia como instrumento para desenvolver a relação entre os habitantes e o território, impulsionando o exercício de cidadania ativa a que todos temos direito. Um projeto que se baseia na partilha e na participação ativa do seu público-alvo, numa reflexão sobre si e o seu lugar, com quem se constrói ideias, imagens, identidade e cultura.  
 
O projeto teve início em julho de 2020 e culmina em cinco exposições fotográficas que partiram do conceito de Topofilia, e que são apresentadas em vários espaços expositivos dos diferentes concelhos entre outubro e dezembro de 2021. As exposições incluem retratos e fotografias de materiais conexos resultantes das diferentes fases das ações artísticas que envolveram o público-alvo: em Sessões de Partilha nas quais se registaram fotografias e objetos e se realizaram retratos junto das suas casas, em jardins e espaços públicos; em Oficinas de Mapas e Roteiros nas quais se identificaram espaços através dos testemunhos recolhidos, fizeram-se visitas, caminhadas e passeios fotográficos; em Sessões de Retrato de Estúdio montadas em praças, mercados, associações e lares de idosos. Os retratos, o registo dos espaços recordados, dos objetos estimados ou perdidos constituem um depósito de pedaços de memórias e de vidas.  

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