Educacao

Alentejo avança para 3ª fase com quase 400 vagas de acesso ao ensino superior (c/som)

Regional 28 Set. 2017

Na segunda fase do Concurso Nacional de Acesso (CNA) ao ensino superior, foram colocados 429 alunos, na região Alentejo, segundo dados hoje divulgados pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

No Instituto Politécnico de Portalegre (IPP), foram colocados 112 alunos, nas 267 vagas iniciais, reforçadas com 14 vagas de recolocação e uma adicional. A 3º fase do CNA conta com 170 vagas.

À semelhança do que aconteceu na 1ª fase do CNA, o IPP tem cursos nos quais não foram registadas quaisquer colocações, nomeadamente o curso de Serviço Social (regime pós-laboral) e o curso de Tecnologias de Produção de Biocombustíveis.

Em declarações à Rádio Campanário, Albano Silva, Presidente do IPP, afirma que “não nos preocupa”, o curso de Serviço Social (pós-laboral) nem o de Gestão (pós-laboral), uma vez que o IPP tem um elevado número de alunos com idade superior a 23 anos “que querem exatamente o ensino pós-laboral”.

Desta forma, estas vagas sobrantes surgem como uma oportunidade de colocação destes alunos que “já trabalham e querem fazer um curso à noite”.

Albano Silva considera que, “no futuro, o ministério tem que resolver isto, as vagas do ensino pós-laboral não deviam ser colocadas a concurso nacional, deviam ser para estes concursos especiais”, uma vez que os alunos do CNA ocupam estas vagas, retirando oportunidade a alunos que se querem requalificar.

Desta forma, e apesar de o curso de Serviço Social (pós-laboral) não ter registado nenhuma colocação nas duas fases, e o Curso de Gestão (pós-laboral) ter registado apenas uma colocação na 1ª fase e duas colocações na 2ª fase, ambos os cursos, “neste momento, com as vagas especiais, estão praticamente cheios”.

O curso de Tecnologias de Produção de Biocombustíveis também não registou quaisquer colocações nas duas fases do CNA. Neste caso, Albano Silva afirma que o problema se prende com o facto “de os alunos não quererem estes cursos muito ligados à engenharia, que obrigam a específicas de matemática ou física”.

Os melhores alunos destas áreas, “acabam por ir para outras engenharias”, apesar do presidente do IPP considerar que “as energias alternativas e as energias renováveis são o futuro”, assim como os empregos inerentes.

Contrariamente à situação verificada nos cursos pós-laborais, o curso de Tecnologias de Produção de Biocombustíveis não teve também “alunos nos concursos especiais”.

“Este curso não está a ser atrativo” nem a nível de licenciatura, nem de TESP (Cursos Técnicos Superiores Profissionais), e “se calhar não vai funciona o primeiro ano”, no presente ano letivo, conclui.

Nas licenciaturas disponíveis na Universidade de Évora (UE), foram colocados 209 alunos, nas 190 vagas sobrantes da 1ª fase, reforçadas por 69 vagas de recolocação. A 3ª fase do CNA da UE conta com 52 vagas.

No Instituto Politécnico de Beja (IPBeja), por sua vez, foram colocados 108 alunos, nas 253 vagas iniciais, que foram reforçadas por 6 vagas de recolocação. O IPBeja avança assim para a 3ª fase com 152 vagas para acesso às suas licenciaturas.

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