Alentejo

Alentejo produziu mais de 819 mil hectolitros de azeite numa campanha histórica em 2018

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Publicado em Regional 24 julho, 2019

Numa campanha marcada pelas condições climatéricas desfavoráveis pelo decréscimo das principais superfícies agrícolas cultivadas com culturas temporárias e por quebras generalizadas das produções, saldou-se uma produção de azeite superior a 1 milhão de hectolitros.

Segundo o relatório de estatísticas agrícolas relativo ao no de 2018, do Instituto nacional de Estatística (INE), os destaques vão para “a produção de laranja que atingiu o nível mais elevado desde 1986 e, pelo segundo ano consecutivo, para a produção de azeite acima de 1 milhão de hectolitros”.

O ano agrícola caracterizou-se meteorologicamente “por um outono quente e extremamente seco a que sucedeu um inverno igualmente seco mas frio”, o que marcou a campanha agrícola do ano anterior, sobretudo porque “dificultou a instalação das culturas, quer de outono/inverno, quer de primavera/verão, com consequências na diminuição das áreas cultivadas”.

Contudo, em 2018 foram produzidos 1,1 milhões de hectolitros de azeite (1,5 milhões de hectolitros em 2017). Não obstante o decréscimo verificado face à campanha precedente, a ocorrência de duas campanhas consecutivas com produções acima de 1 milhão de hectolitros é uma situação pouco comum. Analisando os cem anos de dados estatísticos, esta ocorrência apenas se tinha verificado nos anos de 1956 e 1957, o que reforça a importância crescente que esta cultura tem vindo a alcançar ao longo da última década, explica o INE.

A produção de azeite no Alentejo superou as 551 toneladas produzidas em mais de 184 mil hectares de olival. Do total da produção nacional (mais de 1,1 milhões de hectolitros), o Alentejo produziu mais de 819 mil hectolitros, significando isto que cerca de 75% desta campanha é proveniente de olivais alentejanos.

Como na maioria das culturas permanentes, “a maturação da azeitona atrasou-se mais de um mês face à campanha anterior. A carga de frutos foi muito heterogénea nos olivais tradicionais de sequeiro (ano de contrassafra), tendo-se observado, após a ocorrência de precipitação em outubro, um aumento generalizado do calibre da azeitona”.

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