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Almaraz Fica a 100 km da fronteira com Portugal e utiliza as águas do Tejo para arrefecimento dos seus dois reatores.

Regional 11 Abr. 2019

Fica a cerca de 100 quilómetros da fronteira com Portugal e utiliza as águas do Tejo para arrefecimento dos seus dois reatores. A central nuclear de Almaraz tem preocupado governos e associações ambientalistas. Todos os cuidados são poucos. E a Universidade de Aveiro desenvolveu uma tecnologia para medir os níveis de radioatividade das águas em tempo real, através de um detetor de trítio.

“A medição de trítio em tempo-real, para além de monitorizar o nível de radioatividade na água que retorna ao rio depois de passar pela central nuclear, pode ser usado como um alerta de eventuais problemas na própria central nuclear”, explica, em comunicado, o investigador Carlos Azevedo que, a par com o investigador João Veloso, desenvolveu o detetor.

A Universidade de Aveiro explica que até agora “as análises aos níveis de trítio das águas libertadas no arrefecimento dos reatores nucleares eram realizadas em laboratório, com os tempos de demora, entre a recolha das amostras de água, o envio, a análise e a divulgação dos resultados, a poderem atingir 3 a 4 dias”. E defende que com esta tecnologia se “houver um súbito aumento da radiação na água, com a monitorização em tempo real, o alarme é imediato e as medidas de contenção poderão ser rapidamente aplicadas”.

O detetor de trítio foi instalado na semana passada na estação de monitorizarão de Arrocampo, junto à central nuclear de Almaraz. A Universidade de Aveiro quer alargar a monitorização em tempo real a outras centrais nucleares já que, defende, “este novo dispositivo garante a qualidade da água consumida e o respetivo abastecimento às populações nos limites de radioatividade impostos”.

A central de Almaraz funciona desde o início da década de 80 e tem uma vida útil de 40 anos. Deveria encerrar em 2024. No entanto, os acionistas acordaram esta sexta-feira solicitar a renovação da licença até 2028.