Vila Vicosa

ALSTONES “não excedeu as expetativas em muito”, mas serviu para unir empresários, diz vereador António Jardim no balanço do certame (c/som)

Regional 02 Ago. 2019

António Jardim, vereador da Câmara Municipal de Vila Viçosa, esteve aos microfones da Campanário para um balanço da iniciativa ALSTONES, dedicado às pedras do Alentejo, que entre os dias 19 e 28 de julho decorreu na vila alentejana.

O vereador faz um “balanço positivo”, apontando que neste ano 0 da iniciativa, esta “não excedeu as expetativas em muito”, tendo decorrido dentro do previsto.

As atividades culturais que decorreram ao longo das 10 noites na Mata Municipal, com “grupos corais, banda, ranchos folclóricos”, entre outros, movimentaram “cerca de 1068 participantes nos palcos”. Com grupos oriundos essencialmente dos concelhos parceiros - Vila Viçosa, Borba, Redondo, Alandroal, Estremoz, Sousel e Reguengos de Monsaraz - “moveu, e com alguma grandeza, o Alentejo”.

“O ALSTONES 2019 não excedeu as expetativas em muito, mas era aquilo que estava previsto”
António Jardim

Sobre um possível desvio no orçamento previsto, afirma que “em princípio não houve grande derrapagem porque foi tudo programado ao pormenor”, desde o número de refeições às gruas.

O ALSTONES foi feito com 150 mil euros, aponta, “porque tivemos aqui o apoio dos municípios parceiros”, nomeadamente nos transportes e em alguma logística. Com a participação de mais de 40 grupos, houve uma despesa de cerca de 11 mil euros em refeições. Um “grupo de pompa e circunstância custaria 19 mil euros”, aponta, defendendo que com “este tipo de política conseguimos fazer uma coisa diferente e movimentar todo o Alentejo”, promovendo a sua cultura.

Ao longo da semana, decorreu o IV Simpósio de Escultura que contou com a participação de 6 escultores, sendo 3 portugueses e 3 estrangeiros. Este foi o maio número de participantes no simpósio desde o seu início.

As obras esculpidas em blocos de mármore cedidos por empresários locais, “são de grande qualidade e irão ficar em espaços públicos, e 1 no Museu do Mármore”.

“Foi muito interessante, mais um simpósio da escultura que correu muito bem”
António Jardim

Relativamente à não participação do escultor Aníbal, como inicialmente previsto, explica que tinha sido acordado com o mesmo que poderia começar 1 dia mais tarde, tendo-se na realidade, atrasado 2 dias. Desta forma, e para cumprimento do regulamento, o escultor não pode participar.

Para a elaboração das peças, o Município facultou aos escultores “cerca de 400 euros de fundo de maneio”, sendo que “aqueles que completassem as obras recebiam um subsídio na ordem dos 1800 euros”, o que se veio a verificar nos 6.

Questionado sobre a adesão do público a esta parte do certame, onde podiam ver os escultores a trabalhar a pedra e a criar as suas obras, António Jardim afirma que “houve sempre pessoas que ali passavam todo os dias [..] e eles foram interativos com quem ali passava”

Nos dias 25 e 26 de julho, decorreu no Hotel Màrmoris, no âmbito do certame, o VIII Congresso Internacional da Pedra Natural do Alentejo, marcado por “painéis muito interessantes” em diversas áreas, como a económica e do desenvolvimento tecnológico do setor, aponta.

As conclusões das “discussões” tidas no decorrer do simpósio, “serão enviadas a todos os industriais da pedra natural do Alentejo”.

“Não houve a participação que desejaríamos, mas houve participação dos empresários”
António Jardim

Sobre a adesão dos empresários, aponta que “à primeira vista parecia que não tinha havido muita participação, mas depois e até ao fim, chegámos à conclusão que […] foram passando e muitos por lá passaram”.

No que concerne à secção de exposição das empresas do setor dos mármores, nomeadamente de pedras e máquinas, conclui que “houve contactos comerciais” resultantes.

Estando 12 expositores, “havia ali cerca de 16 empresas representadas”, uma vez que à data de início das exposições no Largo Gago Coutinho, apareceram cerca de mais 12 empresários sendo que alguns acabaram a dividir espaço com empresas já instaladas. Os restantes “terão que vir no próximo ano” por questões meramente burocráticas.

Os empresários “são da opinião de que a iniciativa é importante, faz muita falta para o setor, e é para repetir”
António Jardim

Os empresários “pedem para que a câmara, em conjunto com os seus parceiros, faça a próxima iniciativa como está prevista para 2020”.

Relativamente a aspetos que tenham corrido menos mal, declara que “não há nada que não tenha um equilíbrio”, sendo que os aspetos negativos, que foram menos que os positivos, “serão para corrigir no próximo ano”. Este primeiro ano “serviu para tirarmos conclusões”, declara, pretendendo-se que cada edição sirva como aprendizagem para uma melhoria contínua.

Em futuras edições haverá uma aposta maior na promoção, nomeadamente a nível televisivo, sendo que neste ano 0 o ALSTONES “não chegou onde queríamos que chegasse”. Existe ainda um projeto de feiras Internacionais onde será divulgada a edição de 2021 do certame.

Para essa futura edição, avança que já foi submetida “uma candidatura em cerca de meio milhão de euros”, apoio que não foi conseguido em 2019.

“Um dos objetivos do ALSTONES é a criação de laços para promover o desenvolvimento económico do concelho e da região”
António Jardim

Para concluir e questionado sobre a aceitação do certame pelos empresários, o vereador do município afirma que conseguiu “ver uma abertura dos empresários que não havia anteriormente”, considerando-os “muito mais solidários uns com os outros”, e cientes da necessidade de “encontrar projetos integrados que sejam comuns, de forma a levar para a frente” o setor.

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