Evora

André Ventura envia carta ao MAI a alertar para possíveis confrontos nas manifestações em Évora

André Ventura envia carta ao MAI a alertar para possíveis confrontos nas manifestações em Évora Foto: Paulo Alexandrino/Global Imagens
Regional 16 Set. 2020

Tal como a RC já noticiou, a II Convenção Nacional do partido CHEGA vai realizar-se na cidade de Évora nos dias 19 e 20 de setembro. Já no dia 18, vai ser organizada “a maior marcha alguma vez vista em Portugal” contra o discurso “hipócrita” do antirracismo, como André Ventura, líder do partido à Agência Lusa. Esta manifestação vai decorrer a partir das 19h00, com partida nas Portas da Lagoa e chegada à Praça do Giraldo.

No mesmo dia, um grupo de cidadãos eborenses está a organizar uma “concentração pela liberdade”, que apela a uma manifestação na Praça do Giraldo, a partir das 17h00 de sexta-feira, sendo também esse ponto central da chegada da manifestação do CHEGA.

Por essa razão, de acordo com o Jornal Económico, o CHEGA enviou uma carta ao Ministro da Administração Interna, em que defende que o Governo não pode “tolerar provocações e contramanifestações que terão como único objetivo a tentativa de criar confrontações e distúrbios”.

Segundo a carta do partido a Eduardo Cabrita, a “manifestação organizada, calma e pacífica, cumprindo ao máximo as regras do distanciamento social da Direção-Geral da Saúde e outras que o bom-senso dite, de forma a garantir a segurança máxima de todos os participantes”, previamente comunicada às autoridades pelo partido, cuja segunda convenção nacional decorrerá em Évora durante o fim-de-semana, será confrontada com uma contramanifestação na mesma cidade, com percurso e horários próximos, “numa postura de clara provocação e sobretudo de intolerância, que temos o dever de denunciar e não poderemos de forma alguma aceitar”.

“A paz social é uma das maiores e melhores características do nosso país e tudo faremos para a manter”, defende o CHEGA, apelando ao Ministério da Administração Interna para não tolerar um evento que considera ser organizado com a intenção de gerar distúrbios.

À Rádio Diana FM, um dos organizadores da “Concentração pela Liberdade” referiu que “andar um bando de fascistas pelas ruas da cidade de Évora é um desrespeito e uma ofensa” e garantiu que a concentração será pacífica e no respeito pelas regras da Direção-Geral da Saúde e pelo Estado de Contingência, considerando que “a escolha da cidade de Évora por parte do senhor Ventura foi uma provocação aos democratas e à democracia que se vive na nossa cidade”.

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