19 Out. 2021
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Arronches e Marvão... uma referência na história viva das pinturas rupestre! Conheça a história aqui!

Regional 16 Set. 2021

Em 1706 começaram as primeiras referências a sítios com arte rupestre no Norte de Portugal. Contudo, os primeiros estudos de pormenor e contextuais só foram publicados em 1916 e reportam-se às pinturas esquemáticas do Abrigo dos Gaivões, que se abre nas cristas quartzíticas da serra de São Mamede, na freguesia da Esperança, concelho de Arronches.

 

Chegou a Arronches, em finais de 1916, Henri Breuil, com passaporte diplomático.

Na altura, foi bem acolhido pelas autoridades locais, mas no entanto, a sua insistência em fotografar as grutas da zona fronteiriça, foi vista como espionagem, sendo detido pelo sargento da GNR de Arronches.

Num passeio pelas margens da ribeira do Caia, Breuil descobriu a Estação Paleolítica de Arronches, sendo o primeiro local deste período identificado no Alentejo.

Confirmadas por Breuil, as primeiras pinturas esquemáticas da aldeia da Esperança geraram uma sucessão de visitas à serra de São Mamede pelos arqueólogos do século XX que se interessavam por esta temática. Decorrente desses trabalhos, no fim do século XX, passaram a conhecer-se quatro abrigos com pinturas na serra: Gaivões, Louções, Igreja dos Mouros e Pinho Monteiro,.

Em 2007, o  Laboratório de Arqueologia da Universidade de Évora coordenou um projecto de investigação, vindo a alargar-se a toda a serra e seus contrafortes e também em território espanhol.

Hoje em dia, conhecem-se mais de trinta abrigos com pinturas na serra de São Mamede.

Segundo a National Geographic, a  arte nestes abrigos inscreve-se no grande universo vulgarmente denominado de esquemático. Entre figuras lineares, pontos e manchas, identificam-se representações humanas, isoladas ou em grupo e diferentes tipos de quadrúpedes. Os serpentiformes, os ramiformes, os discos, provavelmente astrais efigurações geométricas, estão também presentes nestes abrigos e lapas.

Em Marvão no Abrigo do Ninho do Bufo, reconhece-se a singular representação duma parturiente. Na zona próxima de Alegrete, por trás do altar da Ermida de Nossa Senhora da Lapa esconde-se um abrigo, a que se acede por uma estreita passagem, repleto de pinturas esquemáticas que piedosas mãos cristãs tentaram esconder sob camadas de cal.

Segundo a mesma fonte, "terão sido os primeiros agricultores e pastores, que do VI ao III milénio antes de Cristo levantaram as antas e os menires, que terão pintado nos diversos abrigos estas enigmáticas mensagens gráficas". 

 

In National Geographic Portugal 

 

 

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