“As câmaras passam e a Fundação fica e pode ser que uma câmara no futuro queira utilizar aquele espaço para um fim cultural”, diz Marcelo Rebelo de Sousa sobre edifício na Rua Luís Casadinho em Vila Viçosa (c/som)

Regional 06 Jul. 2015

A Câmara Municipal de Vila Viçosa denunciou o contrato de comodato com a Fundação da Casa de Bragança.

O contrato que foi assinado durante o mandato de Luís Caldeirinha Roma, tinha por objetivo a instalação de um centro cultural ou um museu para as obras do escultor Espiga Pinto, num edifício da Fundação, situado na Rua Luís Casadinho, nº 15 em Vila Viçosa.

A informação foi avançada à Rádio Campanário pela vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Vila Viçosa, Ana Rocha, durante o programa Boletim Informativo.

Segundo a vereadora, quando o atual executivo tomou posse, “herdou esse contrato de comodato de um imóvel muito degradado”, tendo sido pedido aos serviços da câmara uma análise ao edifício com vista a avaliar a sua reabilitação.

Após ser conhecido o valor da intervenção no imóvel, de 608.600,00€, a Câmara Municipal de Vila Viçosa “não tendo capacidade financeira para recuperar e colocar em condições o imóvel, decidiu, segundo a vereadora da Cultura, “denunciar o contrato”, porque o município não quer ficar com a responsabilidade “caso o edifício desmorone, porque está em muito mau estado e para nós representa um problema grande”.

 

Sobre esta matéria, o presidente do Conselho de Administração da Fundação da Casa de Bragança, Marcelo Rebelo de Sousa, referiu que “a ideia era disponibilizar o edifício para que a câmara fizesse o que entendesse, falou-se na altura no museu Espiga Pinto, depois num centro cultural ou num espaço cultural que a câmara utilizaria como quisesse”.

Marcelo Rebelo de Sousa diz ainda que depois de manifestado o interesse naquele espaço, o mesmo foi cedido gratuitamente, “se a câmara entender que no futuro tem condições para, com fundos comunitários ou de outra forma, ali colocar alguma atividade cultural, a Fundação continua aberta, se entender que está com grandes dificuldades financeiras, tem outras prioridades e não se justifica o aproveitamento daquele espaço, naturalmente que a Fundação em tempo oportuno verá qual a melhor utilização, mas dará sempre prioridade à câmara ou a instituições de Vila Viçosa, que queiram utilizá-lo porque pode permitir um espaço polivalente num município que não tem muitos espaços culturais”.

“Continua tudo em aberto, não há pressa em utilizar aquele espaço, a câmara no passado entendia que era bom para determinado fim, a câmara agora entende que não tem dinheiro para esse fim, mas as câmaras passam e a Fundação fica e pode ser que uma câmara no futuro queira utilizar aquele espaço para um fim cultural”, conclui. 

 

 
 

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