Evora

Assistentes operacionais da urgência do Hospital de Évora indignados com falta de pagamento de prémio

Regional 23 Dez. 2020

Os assistentes operacionais do serviço de urgência geral do hospital de Évora manifestaram hoje "indignação e sentimento de injustiça" por não terem sido contemplados com o prémio de compensação pelo combate à pandemia da covid-19.

A posição foi assumida por 44 assistentes operacionais deste serviço do Hospital do Espírito Santo de Évora (HESE), numa carta enviada ao conselho de administração da unidade hospitalar e que a agência Lusa teve acesso.

De acordo com a notícia avançada pela Agência Lusa, uma das subscritora da carta, que pediu para não ser identificada, disse à Lusa que apenas um dos 44 assistentes operacionais do serviços de urgência geral do HESE "recebeu o prémio de compensação".

Esta auxiliar de ação médica referiu que os 44 assistentes operacionais da urgência geral "cumpriram turno na urgência covid-19", pelo que todos "tinham direito a receber" o prémio pelo combate à pandemia da covid-19.

Segundo a subscritora da carta, os assistentes operacionais da urgência pediátrica do hospital de Évora e os das urgências gerais de outros hospitais do Alentejo também receberam a retribuição.

Na carta, enviada também para a enfermeira diretora do hospital de Évora e para a Administração Regional de Saúde (ARS) do Alentejo, os subscritores exigem ao conselho de administração esclarecimentos sobre os motivos pelos quais estes profissionais de saúde não receberam o prémio.

Recorde-se que também hoje o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) acusou o HESE de discriminar os profissionais da classe que trabalham no serviço de urgência geral na atribuição do prémio de compensação pelo combate à pandemia da covid-19.

Contactada pela Lusa, a presidente do conselho de administração do hospital de Évora, Maria Filomena Mendes, garantiu que "não há qualquer discriminação" na decisão sobre os prémios a atribuir aos profissionais da unidade hospitalar.

"Ouvidos os diretores dos serviços e os enfermeiros-chefes", que são "os responsáveis pelas diferentes equipas", o conselho de administração do HESE decidiu "atribuir a quem comprovadamente obedeceu aos critérios do decreto-lei que regulamenta a atribuição do prémio", explicou. Maria Filomena Mendes adiantou que receberam o prémio "206 profissionais" de saúde do HESE, de todas as categorias, por terem trabalhado "durante, pelo menos, 30 dias, de forma continuada, numa área dedicada a doentes com covid-19" da unidade hospitalar.

"Se individualmente qualquer profissional do hospital entenda que comprovadamente preencheu os requisitos e faça prova disso junto do conselho de administração", o HESE "irá reavaliar a situação, ouvidos os diretores de serviços e os enfermeiros-chefes", disse.

Nos termos do decreto-lei aprovado pelo Governo, têm direito à compensação os profissionais de saúde envolvidos no combate da pandemia de covid-19, no período em que se verificou a situação de calamidade pública que fundamentou a declaração do estado de emergência. Estes profissionais de saúde recebem um prémio de desempenho, pago uma única vez, correspondente ao valor equivalente a 50% da sua remuneração base mensal.

 

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