Estremoz

Bairro de etnia cigana em Estremoz irá sofrer melhoramentos, mas "a lei é transversal a todos e temos de a fazer cumprir", diz pres. câmara de Estremoz (c/som)

Publicado em Regional 01 março, 2019

O “Bairro das Quintinhas” em Estremoz, que tantas vezes tem sido notícia por desacatos e situações de violação da lei foi um dos temas abordados pelo recém-empossado Presidente da Câmara Municipal de Estremoz numa entrevista concedida em exclusivo à Rádio Campanário.

Para Francisco Ramos este bairro não é caso único no país, uma vez que “o Bairro das Quintinhas em Estremoz é apenas um dos muitos bairros que proliferam por este país fora”. O autarca reconhece à Campanário que se trata de “um problema muito complicado do ponto de vista social e do ponto de vista da segurança”.

O autarca descarta a responsabilidade do município nas questões da segurança, dizendo que “obviamente são as forças de segurança que têm essa responsabilidade de dar resposta a quem prevarica, seja no Bairro das Quintinhas seja em qualquer outro ponto do nosso concelho”.

Do ponto de vista social, Francisco Ramos refere que a autarquia estremocense “está a trabalhar em várias soluções, que não vou estar aqui a adiantar, uma vez que essas reuniões estão a ser lideradas pela Senhora Secretária de Estado (tal como noticiado anteriormente pela RC). O edil adiantou que “está agendada uma reunião para breve, com um conjunto de possíveis soluções que poderão mitigar o problema”.

Para o Presidente da Câmara é claro “que não é fácil solucionar o problema pela raiz, designadamente quando muitas daquelas pessoas não querem ser ajudadas da forma que nós entendemos”.  

“quando alguém não quer ser ajudado dificilmente conseguirá essa ajuda “
Francisco Ramos     

A Campanário procurou saber junto do autarca quais os problemas de base deste bairro, tendo Francisco Ramos dito que “existe uma cultura própria da etnia cigana, com a qual não devemos colidir, no entanto também existe um conjunto de obrigações que são transversais a toda a sociedade portuguesa e toda gente tem o dever de cumprir. É nesta ótica que penso que temos algum trabalho a fazer e estamos a tentar encontrar algumas soluções para tentar mitigar o problema das Quintinhas”.

De entre as soluções pensadas pela autarquia, o edil destaca “câmaras de vigilância, melhores acessibilidades, iluminação melhor em todo o bairro”.  O autarca refere ainda que “ao nível da higiene” a autarquia “vai ver o que pode fazer”.  

Francisco Ramos referiu à RC que “a sociedade portuguesa já paga rendimento social de inserção (RSI) a uma boa parte daqueles habitantes, o RSI é pago com os impostos de todos os portugueses, não nos esqueçamos que às crianças em idade escolar (tal como todas as crianças da nossa sociedade) é lhes fornecida educação gratuita, alimentação, livros, ou seja já existe um esforço extremamente grande por parte da sociedade” para concluir que na sua opinião “falta agora um esforço por parte daqueles que vivendo naquele bairro tem comportamentos desviantes”.

O autarca mostrou-se convicto de que “não é toda a comunidade que ali vive que tem esse género de comportamentos”, acrescentando que “os que prevaricam as forças da autoridade têm de os identificar e responsabilizar tal como acontece com todos os cidadãos”.         

     

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