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Alandroal

Carência de pessoal formado para prestar cuidados redobrados a utentes debilitados no lar do Alandroal é tópico das declarações de Dulce Gonçalves à RC (c/som)

Regional 12 Dez. 2019

À margem da inauguração do Lar de Idosos de Alandroal, no dia 10 de dezembro, após as obras de recuperação e requalificação de que foi alvo, a provedora da Santa Casa da Misericórdia de Alandroal , Dulce Gonçalves, falou aos microfones da Rádio Campanário.  

Questionada acerca do aumento do salário mínimo ser um problema para as misericórdias mais pequenas, a provedora, reconhece que existem várias dificuldades não só da parte da contratação de funcionários para o lar, mas também o facto de se acrescentarem as dificuldades de que é ajudar utentes desfavorecidos.

Dulce Gonçalves reconhece que "o salário não é atrativo" e que não existe a capacidade de "pagar grandes vencimentos",  conta-nos que existem bastantes dificuldades em contratar pessoas com formação, algo essencial para este estabelecimento, pois existem utentes muito dependentes de cuidados que requerem que sejam acompanhados por funcionários formados.

Muitas vezes, o lar recebe doentes que estão num estado de saúde em que deveriam estar numa unidade de cuidados continuados e são enviados para o lar, não sendo o lar uma unidade de cuidados continuados, cabe aos seus funcionários com a sua experiência, se for o caso, formação e simultaneamente com as condições próprias do lar, tratarem os utentes da melhor forma possível.

As dificuldades financeiras dos utentes e das famílias dos utentes, são uma dificuldade, pois a instituição acolhe todas as pessoas e ajuda-as independentemente do seu estado financeiro e isso trás complicações a nível financeiro para o lar, como nos conta a provedora.

A construção de condições para continuar a receber utentes com problemas como os que foram anteriormente referidos, é algo que Dulce Gonçalves salienta ser necessário, e que diz ser da responsabilidade não só da Segurança Social, bem como da parte da Saúde.