Alandroal

CDU de Alandroal chumba empréstimo: “os alandroalenses já sofreram as consequências daquilo que se fez no passado”, diz vereadora (c/som)

Publicado em Regional 09 outubro, 2018

A Assembleia Municipal de Alandroal chumbou a proposta do Executivo camarário para o recurso a um financiamento junto do Banco Europeu de Investimento (BEI), no valor de 500 mil euros, para complementar os fundos comunitários já aprovados para a execução de obras de vários arruamentos na sede do concelho, comparticipados a 47%, no valor de 940 mil euros. Contra, votaram quatro deputados municipais eleitos pela CDU, cinco eleitos pelo movimento DITA e um do PSD. Sobre este tema, a Campanário entrevistou a vereadora da CDU, Mariana Chilra, que afirma que “nós não somos contra o projeto”, uma vez que “foi a CDU que avançou com o projeto no mandato anterior, que o candidatou e que viu o financiamento aprovado para as obras que estão em causa”.

“O PS, para além de um milhão que terá que pagar do empréstimo do FAM, aquilo que está a pretender é continuar a endividar a Câmara e ter que pagar todos os meses valores mais altos”

 

 

Por isso “não é questão de nós não concordarmos com a obra, nós entendemos que a obra pode melhorar as condições do Alandroal”, mas “o que está em causa tem que ver com o financiamento e com aquilo que nos parece ser o aumento da dívida da Câmara”, uma vez que, no seu entendimento, “a Câmara tinha todas as condições para desenvolver este projeto sem recurso a financiamento”, porque “foi isso que nós fizemos durante o nosso mandato”.

Nesse sentido, “nós entendemos que não há qualquer necessidade desse empréstimo”. Pois, avança a vereadora da CDU, “o PS, para além de um milhão que terá que pagar do empréstimo do FAM, aquilo que está a pretender é continuar a endividar a Câmara e ter que pagar todos os meses valores mais altos”. Pelo que, no seu entender, bastaria ao município que faseasse a obra em duas etapas.

Mariana Chilra explica ainda que o voto contra o empréstimo ao Banco Europeu de Investimento, se deve ao facto de a CDU não concordar com a atual gestão do PS, com a qual “não concordamos nós, não concordam os alandroalenses, que já sofreram as consequências daquilo que se fez no passado” e que “está a sofrer ainda hoje, porque temos uma das águas mais caras do distrito, temos os IMI’s mais caros, temos as taxas e licenças mais caras” e nesse sentido “são as pessoas que estão a pagar isso”, acrescenta.

“O município tem “capacidade de fazê-lo com fundos próprios”

 

 

No seu entender, “aquilo que as pessoas esperam, é que haja obra, sobretudo aquilo que é imprescindível e que é urgente”, mas que, ao mesmo tempo, “continue a haver rigor e controle nas contas da Câmara”.

Assim, a vereadora da CDU considera que o município tem “capacidade de fazê-lo com fundos próprios”, mas “se não consegue fazê-lo num ano, teria mantido o projeto anterior e faria em duas fases”. Sublinhando que “esse projeto, nós já sabíamos à partida que tem várias operações que não são elegíveis em termos de candidatura”, sublinha. Acrescentando que no mandato da CDU, “fizemo-lo em duas fases, para evitar exatamente termos alguns constrangimentos em termos financeiros para a Câmara”.

Referindo que, entre aquilo que separa a visão da CDU e do atual executivo, “o PS mantém a mesma linha que sempre manteve, não se importa de ficar a dever, não se importa de continuar a aumentar a dívida da câmara” e “nós não concordamos com isso e consideramos que a obra é necessária no Alandroal, como era necessária a reparação de vinhas na Mina do Bugalho, no Rosário”.

Questionada sobre a preferência da população, entre assumir mais meio milhão de euros de dívida ou executar as obras, Mariana Chilra reitera que “se não há condições para se fazer não se pode fazer, foi isso que nós sempre dissemos às pessoas”. Contudo, afirma que “há condições para se desenvolver o projeto, para se fazer obra”, porém“precisamos é de cortar noutro tipo de gastos que não são necessários”.

Sobre a questão de a execução ser feita em duas fases, a vereadora comunista explica que “nós fazermos uma obra com dois anos de execução, ou fazermos num ano uma fase e noutro ano outra fase, são coisas praticamente idênticas”, mudando também a forma de pagamento, numa ou em duas fases.

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