Evora

“CDU só lançará projeto” do Centro Comercial às Portas de Avis “se houver consenso alargado” entre as forças políticas, diz autarca de Évora (c/som)

Regional 21 Jun. 2018

O assunto da venda dos terrenos às Portas de Avis, em Évora, voltou a ser levado a reunião de Câmara, contudo, “o ponto foi retirado […] e não foi posto à votação”, avança Carlos Pinto de Sá, presidente da Câmara Municipal de Évora, explicando que “a CDU só lançará esse projeto se houver consenso alargado” entre as forças políticas.

O autarca defende que, considerando “a polémica” em torno do projeto e o facto de vir a ter um “impacto muito significativo, deve ser objeto de um consenso alargado”.

A decisão da venda do terreno, fora anteriormente aprovada na Câmara com unanimidade com votos da CDU, PS e PSD, e na Assembleia Municipal “houve um consenso alargado, mas não unanimidade”.

Questionado se tendo inicialmente todos os partidos votado favoravelmente, se verificou agora uma alteração de voto, afirma que não, uma vez que desde o início “houve elementos das várias bancadas que voltaram contra”.

Relativamente ao concurso anteriormente aberto, para o qual o autarca havia avançado à RC a existência de interessados, “surpreendentemente ficou deserto”.

O autarca explica que, perante as anteriores deliberações da Câmara e da Assembleia Municipais “que continuam válidas”, e caso a maioria assim o entendesse, o concurso poderia ser reaberto sem ser colocado à discussão. Contudo, “entendemos pôr isto à discussão” ampla e aprofundada, considerando a “dimensão do projeto” e o facto de terem ocorrido eleições desde então.

Defendendo o PS e o PSD a utilização do espaço para a construção de um Parque Urbano, e não para fins comerciais, o autarca recorda que, no Plano de Urbanização, esse estava anteriormente “na zona da Porta do Raimundo”, e foram os referidos partidos que o retiraram do plano.

Apesar de concordar com o PS e o PSD relativamente à necessidade de um Parque Urbano, o edil considera que este “deve ser discutido na revisão do Plano de Urbanização”, nomeadamente no que concerne à sua localização, “uma vez que o sítio que estava apontado, foi inviabilizado”.

Mais defende Pinto de Sá, a existência de “espaço suficiente para as duas coisas”.

Inquirido se a CDU continua a defender a existência de um centro comercial às Portas de Avis, afirma que o que foi colocado à discussão foi a possibilidade de reabrir o concurso para cedência dos terrenos, e tal a verificar-se, quais as condições a que deve obedecer.

Tendo o PS e o PSD alterado a sua posição, “retirámos de votação para ser de novo discutido, se houver consenso avançará, se não houver consenso não avançará”.

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