01 Out. 2020
Augusta Serrano;
Fadistices
20:00-21:00

Vila Vicosa

“Cerca de 400 pessoas” vão à capital “promover as pedras do Alentejo”, explica vereador de Vila Viçosa (c/som)

Regional 25 Jul. 2018

Tendo como símbolo os contornos da famosa “Porta do Nó” em Vila Viçosa, sendo organizado pelo município calipolense, o evento “alSTONES – Alentejo’s Stones in the World”, que decorrerá só em 2019, vai ser promovido já no próximo dia 28 de julho, em Lisboa, com o apoio da Casa do Alentejo e a Câmara Municipal de Lisboa. Associadas a esta iniciativa estão também as câmaras de Alandroal, Borba, Estremoz, Redondo, Reguengos e Sousel. Entrevistado pela Campanário, o vereador do MUC, do executivo de Vila Viçosa, diz que o objetivo desta ida à capital é “a promoção do Alentejo, tanto em Lisboa como em termos internacionais, para aproveitar todos aqueles turistas que neste momento nos visitam”. Contando para isso, com cerda de 400 participantes, entre os grupos etnográficos de cada município.

António Jardim esclarece que neste primeiro evento “nós queremos promover uma iniciativa que tem como nome alSTONES – Alentejo’s Stones in the World”, numa alusão às pedras ornamentais alentejanas, espalhadas pelo mundo.

Esta iniciativa “tem como, objetivo principal, promover o património cultural, a arquitetura militar e religiosa, urbana, do Alentejo” e “fomentar também a pedra natural do Alentejo, junto dos mercados interno e externo, com vista ao aumento das suas múltiplas utilizações”. Por outro lado, pretende-se também “dinamizar uma reflexão atualizada, sobre a utilização da pedra natural, no património, na arquitetura e na arte”, numa “lógica de inovação, empreendedorismo e desenvolvimento sustentável”.

Para tal, “vamos ter um desdobrável, em que tem elementos fotográficos de toda esta zona do Alentejo, nomeadamente os sete municípios” que incorporam esta iniciativa, com o intuito de “levar o conhecimento da nossa zona do Alentejo, do nosso património, daquilo que somos, daquilo que temos, da nossa economia e fazer com que esta região seja visitada pelo resto do mundo”, ao mesmo tempo que “promovemos os nossos produtos”.

Enquadrada nesta iniciativa, em Lisboa, “vamos ter uma manifestação cultural, muito interessante”, que conta com “cerca de 400 pessoas de grupos corais, bandas filarmónicas, fanfarras e bombeiros, ranchos folclóricos”. Para tal, cada município participa com uma mostra dos seus “produtos endógenos, artesãos, grupos corais e a sua própria participação”, ou seja, presença, na capital do país. Onde vão ocorrer “dois desfiles”, com duas concentrações simultâneas a partir da Praça do Comércio e no Chiado, em Lisboa, “de onde depois seguem dois grupos culturais”. Por outro lado, haverá uma “exposição cultural, com produtos, oleiros, artesãos, escultores, a funcionar junto à Casa do Alentejo”. 

No que diz respeito às pedras ornamentais e naturais que serão divulgadas, o vereador da Câmara Municipal de Vila Viçosa, diz que “os mármores é efetivamente também uma das nossas preocupações, mas não é só mármore”, uma vez que “nós vamos promover as pedras do Alentejo, e nós temos aqui os granitos, os basaltos, os xistos, os calcários e também os mármores”. Mas, “não podemos esquecer que estamos a promover o património em pedra”, onde “temos elementos megalíticos”, nesta região, como “no Alandroal, Reguengos e Redondo”. Por outro lado, “temos a arquitetura” feita com as diversas pedras ornamentais de uma região, que “estamos a promover” inclusive “dentro da sua gastronomia”.

Questionado sobre o porquê de promover o Alentejo na capital, em vez de dinamizar um evento na região, António Jardim afirma que “é pertinente nós darmos a conhecer o Alentejo” e “é pertinente nós darmos a conhecer em Lisboa, para que as pessoas tenham a sensibilidade, tanto faz as nacionais, como as estrangeiras, de que o Alentejo existe, tem património, tem riqueza, tem interesses culturais importantíssimos para a Humanidade”, portanto “é nessa base, que esta primeira iniciativa é em Lisboa”. Porque “mesmo o alSTONES em 2019, tem previstas iniciativas em todos os concelhos” que participam e “têm um dia que é do concelho, onde haverá visitas ao património, onde haverá gastronomia, onde haverá manifestações culturais”.

Por outro lado, é importante divulgar a região junto dos “estrangeiros, porque nós temos os nossos desdobráveis, para a iniciativa de 2019 em Vila Viçosa, em inglês e vamos distribuí-los por todos os estrangeiros que tiverem acesso ao mesmo”, para que “depois também nos possam visitar”.

Este evento em Lisboa, no próximo sábado, que envolve cerca de 400 artistas, transportados pelos respetivos municípios, conta com a participação da Banda Filarmónica União Calipolense, do Grupo de Teatro Amadores De Vila Viçosa e a Fanfarra dos Bombeiros Voluntários Vila Viçosa. Do Alandroal vai marcar presença o Grupo Cantares Trigueirão no Relheiro de Alandroal. Já de Estremoz viajam a Banda Filarmónica Tomaz Alcaide de Estremoz e a Fanfarra dos Bombeiros Voluntários de Estremoz. Juntamente com estes, participam ainda o Rancho Folclórico Azeitoneiras de S. Bento Do Cortiço, o Grupo de Cantateiras de Redondo, o Grupo Coral da casa do Povo de Reguengos de Monsaraz, a Associação Vozes do Fado de Sousel e o Rancho Folclórico de Vila do Cano.

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