Alqueva

Chuva trouxe ao Alqueva mais de 740 milhões metros cúbicos de água, diz presidente da EDIA (c/som)

Regional 28 Mar. 2018

A albufeira de Alqueva aumentou, desde as chuvas registadas no mês de Março, mais de 740 milhões metros cúbicos de água, em que de acordo com a última leitura feita esta quarta-feira (28 de Março) estava à “cota de 148,85 metros”, indicou José Pedro Salema, presidente da EDIA (Empresa de Desenvolvimento e Infra-Estruturas do Alqueva) à RC.

De acordo com o presidente da empresa pública, no último mês o armazenamento de água “tem vindo a subir consistentemente”, indicando que a barragem “demora algum tempo a reagir quando começam as primeiras chuvas, mas depois também tem algum tempo para parar”.

“Desde o último mês já encaixou qualquer coisa como 740 milhões de metros cúbicos de água”, disse José Pedro Salema à RC, alcançando uma capacidade “claramente acima da retirada do ano passado e perto do nível em que estávamos a dois anos”.

A cota de 148,85 metros “corresponde e 3 mil 440 milhões de metros cúbicos”, em que “antes das chuvas estava perto dos 2 mil 700 milhões, portanto desde à um mês atras subimos 740 milhões de metros cúbicos”, acrescentou o responsável, considerando que “numero que nos dá mais tranquilidade para enfrentar mais uma campanha de rega”.

Questionado sobre a campanha de rega na albufeira gerida pela EDIA e perímetros confinantes, José Pedro Salema sublinha que “mesmo que não tivesse chovido nada, Alqueva ainda tinha água para mais dois ou três anos”, motivo pelo qual afirma que “a tranquilidade e maior do que tínhamos há um mês, mas temos a sorte de ter aqui uma capacidade de regularização muito grande que nos permite cruzar períodos de seca prolongado”.

Para o presidente, “2017 foi uma prova, já com valores muito significativos, de que de facto Alqueva funciona e é capaz de garantir água a uma parte substancial do Alentejo”, sustentando que “foi para isso que Alqueva foi desenhado, construído e é isso que está a mostrar que é capaz de resolver, o problema de uma sequência de anos em que chove pouco mantendo todos os utilizadores de água plenamente satisfeito”.

Quanto aos perímetros de rega confinantes ao Alqueva, o responsável refere que “cada barragem tem a afluências próprias”, exemplificando que “barragens mais pequenas que encheram, como o Monte Novo, que estava a 30 ou 40% de capacidade e numa semana ficou ao nível de pleno de armazenamento e descarregou”. Outras com bacias maiores como o Roxo ou Odivelas “não tiveram uma subida espetacular, mas ainda assim conseguiram encaixar volumes interessantes de água”.

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