Evora

ENCONTRO DAS CONFRARIAS ENOGASTRONÓMICAS DO ALENTEJO

Regional 28 Fev. 2019

No passado dia 23 de fevereiro de 2019 realizou-se em Évora o III ENCONTRO DAS CONFRARIAS ENOGASTRONÓMICAS DO ALENTEJO, que contou com a participação de cerca de 120 participantes e 8 confrarias onde foram apresentadas comunicações pelas confrarias presentes e foi debatido o contributo e papel das confrarias alentejanas para o desenvolvimento local e regional, tendo-se seguido um almoço de partilha com degustação de variadas  e saborosas iguarias, pratos, doces e vinhos alentejanos.

Considerando os propósitos do Encontro e o importante papel que as confrarias enogastronómicas alentejanas desempenham no que respeita à defesa, divulgação e promoção da nossa gastronomia e vinhos, importa dar a conhecer as CONCLUSÕES DO ENCONTRO que a seguir se apresentam:

  1. Avalia-se como positiva a iniciativa do Encontro, não tendo sido manifestadas discordâncias, bem antes pelo contrário. Com as poucas ausências, devidamente justificadas, abrangemos praticamente a totalidade das confrarias enogastronómicas do Alentejo.
  2. Mesmo tendo em consideração a rarefação populacional do Alentejo, verifica-se nesta região, comparativamente a outras do centro e norte do país, alguma debilidade no movimento confrádico, muito embora haja notícia de novas confrarias emergentes.
  3. Com vista a um melhor reconhecimento público e transparência, e também como é regra no movimento associativo em Portugal, as confrarias deverão estar devidamente e legalmente criadas de direito e reger-se por estatutos, eventualmente complementados por regulamentos.
  4. Para uma maior eficácia do seu funcionamento, é conveniente que possuam uma estrutura mínima que assegure as vertentes deliberativas, executivas e de controlo financeiro e que facilite a repartição de tarefas entre os seus membros.
  5. Afigura-se desejável que as confrarias, para além das suas reuniões estatutárias, desenvolvam ações de diverso tipo – colóquios, palestras, mostras, debates, etc. – para no plano concreto poderem prosseguir mais facilmente os objetivos a que se propõem.
  6. É evidente e consensual que as confrarias mais estruturadas e sedimentadas têm desenvolvido ações que favorecem o desenvolvimento local e também a divulgação e promoção dos produtos ou das fileiras que se contêm no âmbito das suas finalidades e objetivos.
  7. As confrarias, por si ou através das suas associações de grau superior, devem constituir-se parceiras e ser ouvidas oficialmente, no âmbito da definição das políticas e das medidas administrativas que digam respeito aos setores da área em que desenvolvem a sua atividade.
  8. Seria desejável que um melhor conhecimento mútuo das confrarias alentejanas e a sua articulação em rede mais ou menos informal pudesse potenciar a sua capacidade de atuação e atingir objetivos comuns no campo do desenvolvimento do interior.
  9. Como emanações organizadas da sociedade civil, prosseguindo fins inegavelmente positivos para o processo de desenvolvimento local, regional e mesmo nacional, as confrarias aspiram, legitimamente, a ter o apoio das instituições oficiais, nomeada e especialmente das autarquias locais e institutos públicos, dos setores da economia (com relevância para o turismo), da saúde, da cultura e do setor agrário. Tal apoio poderá materializar-se, quer no plano logístico da sua instalação, quer no apoio técnico e financeiro às ações e projetos que desenvolvam.
  10. Recolhe unanimidade a constatação do papel das confrarias, como elementos ativos do processo de desenvolvimento, nomeadamente na divulgação e aproveitamento dos recursos e potencialidades, quer sob a forma de produtos (alimentares, turísticos e outros), quer no campo da preservação, salvaguarda e divulgação dos saberes que contribuem para consolidar a matriz identitária do Alentejo.

 A qualidade e a autenticidade serão linhas que deverão nortear o trabalho das confrarias, contribuindo para manter uma imagem diferenciadora do Alentejo como região de acolhimento de excelência. Foi também reconhecida a utilidade da realização destes encontros plenários, com a periodicidade que se entender aconselhável, e diversificando o local onde ocorram.

 

 

 

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