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Confinamento evidencia “desgaste” psicológico de utentes e profissionais de lares, diz Tiago Abalroado

Regional 17 Jan. 2021

O Presidente da União Distrital das Instituições Particulares de Solidariedade Social de Évora (UDIPSS-Évora), Tiago Abalroado, referiu esta semana que o confinamento evidencia o “desgaste” dos utentes e profissionais destas instituições.

Em entrevista à Agência Ecclesia, Tiago Abalroado refere que “num primeiro momento” da pandemia em Portugal houve “alguma não articulação entre as várias instâncias. E também percebermos que existe por parte do ministério da saúde alguma preocupação em monitorizar tudo. Depois naquilo que é a ação do ministério da segurança social sabemos que houve de facto uma preocupação, não só em garantir a manutenção dos empregos, e depois também em garantir o funcionamento normal das respostas sociais e das instituições em geral”.

O Presidente da UDIPSS-Évora explica que se tem sentido alguma “dificuldades” no que diz respeito ao recrutamento de voluntários e profissionais para estas instituições e que “é uma dificuldade que se tem vindo a agudizar, como digo, por força do aumento dos casos, da necessidade dos profissionais ao serviço das instituições por uma razão ou por outra terem de se ausentar e depois também da prestação de cuidados aos utentes que testaram positivo, e a necessidade de segmentar as respostas e o funcionamento das respostas entre a atenção e a prestação de serviço aos utentes com covid e a prestação de serviço aos utentes sem covid”.

Tiago Abalroado afirma ainda que “as autarquias têm procurado ser um agente muito ativo como é sua tradição no campo da segurança e da proteção civil. No entanto, depois existe todo um conjunto de matérias mais específicas e concretamente ao nível da prestação efetiva dos serviços que as autarquias não conseguem também elas responder”.

Questionado sobre o cansaço dos profissionais de saúde afirma que têm havido “problemas a vários níveis”.

“Temos um primeiro problema que tem a ver com a organização das equipas, dos tempos de trabalho, do cumprimento da lei. Porque a contingência vem-nos exigir uma capacidade de gerir a rotação dos profissionais. E para gerir essa rotação temos de ter em atenção aquilo que a lei prescreve em matéria de organização do trabalho, dos tempos de trabalho…. O Governo procurou facilitar cortando com a imposição do limite sobre o trabalho suplementar diário. No entanto, isso não resolve porque depois se as pessoas trabalham muitas horas também ficam mais desgastadas. Depois todo o stress que vem a seguir por força da situação que se vive. Os utentes não podem ver familiares, estão isolados, estão confinados, por isso também eles evidenciam um maior desgaste e portanto, exigem mais atenção dos profissionais, mais cuidados dos profissionais. Portanto, há aqui todo um somar de situações que vem exigir mais dos profissionais, exigir mais das organizações e depois entra-se em situação de burnout, de algumas dificuldades em gerir, conflitos internos”.

O Presidente da UDIPSS-Évora afirma que se está numa situação limite nos lares, pois “ninguém é de ferro e começamos a verificar que existe um grande desgaste ao nível sobretudo anímico dos profissionais e também muito por força daquilo que é o desgaste do lado dos utentes que é muito difícil”.

Sobre a forma como poderá decorrer o processo das eleições presidenciais nos lares diz: “julgo que teremos de fazer uma avaliação casuística a este nível. Temos de pensar que, em primeiro lugar, devem ser as instituições a perceber quem são os idosos, os residentes, que querem exercer o direito de voto. A partir daí, perceber se há condições para que o possam exercer”.

Quanto ao novo confinamento revela “preocupam-me as exceções”. Relativamente à possibilidade de visitas a utentes de lares de idosos, afirma que “as visitas são algo que cada instituição poderá avaliar, logo aqui cabe a cada uma poder verificar em que medida faz sentido manter essas visitas. A grande generalidade das estruturas residenciais, neste momento, tem as visitas suspensas de umas semanas a esta parte”.

Por fim, sobre um possível reforço à necessidade de maior atenção à saúde mental dos residentes em lares, afirma que “sem dúvida” que deveria haver esse reforço.

 

(Fonte: Agência Ecclesia)

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