02 Dez. 2020
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Beja

COVID-19/Beja: Apoio de emergência aos Lares de Idosos custará mais de 127 mil euros/mês à Câmara Municipal

COVID-19/Beja: Apoio de emergência aos Lares de Idosos custará mais de 127 mil euros/mês à Câmara Municipal Foto: Lidador Notícias
Regional 28 Out. 2020

Estão registados dois surtos de COVID-19 em lares de idosos do concelho de Beja – um surto no Lar Mansão de S. José, onde já se regista seis óbitos e um surto no Centro Paroquial do Salvador, onde se regista duas mortes provocadas pelo novo coronavírus.

Segunda avança o Lidador Notícias (LN), para apoiar as duas instituições nesta fase complicada, a Câmara Municipal de Beja contratou empresa de serviços e vai gastar 127.500 euros por mês. O LN adianta que a autarquia contratou uma equipa de 50 ajudantes de lar a uma empresa de prestação de serviços para assegurar a manutenção do apoio e cuidados aos utentes infetados da Mansão de São José e do Centro Paroquial e Social de Salvador - Pólo II.

No Lar de Idosos Mansão de São José, estão 40 trabalhadores da empresa contratada a cuidar de 54 utentes, dois dos quais negativos, que foram transferidos no passado dia 17 de outubro para um edifício da Base Aérea 11, em Beja, enquanto que os restantes 10 estão deslocados no Centro do Salvador.

Paulo Arsénio, Presidente do Município bejense, referiu ao LN que “a contratação das 50 pessoas, custa 127.500 euros por mês”, recordando tratar-se de uma situação extrema derivada da pandemia, pois “a autarquia substituiu-se às instituições na contratação de meios indispensáveis ao regular funcionamento e assistência urgente dos utentes”.

No caso da Base Aérea 11, o autarca justificou que “os trabalhadores ficarão até sair o último utente, cessando aí a prestação de serviços”, revelando que “no final do processo vamos falar com as instituições beneficiárias, com vista a sermos ressarcidos das verbas, sob pena de em futuros casos não termos meios financeiros para ocorrer a eles”, concluiu.

Na manhã do passado domingo, militares da Unidade de Emergência Proteção e Socorro da GNR, procederam à desinfeção parcial do lar da Mansão de São José, nos quartos dos utentes que foram transferidos para a Base Aérea 11. Numa segunda intervenção, aos quartos que agora estão ocupados pelos utentes que ficaram na instituição, será feita a restante descontaminação do espaço.

Recorde-se que a Base Aérea 11 disponibilizou o seu Centro de Acolhimento COVID-19 para receber mais de meia centena de utentes da Mansão de São José. Ao LN, o coronel Paulo Costa, comandante da unidade, frisou que “esta foi a forma de estar ao lado da comunidade”, justificando que apesar de ser um edifício do final dos anos 60, “tem uma configuração que se ajusta, com 44 quartos duplos, tendo sido feitas adaptações nas casas de banho e duches”, concluiu. Por seu turno, o presidente da Câmara justificou que “mais do que facilitar, veio resolver todo um problema. Foi a solução referencial mais rápida para cumprir a determinação da autoridade de saúde”, rematou.

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