Alentejo

Covid-19: Enfermeiros do Alentejo questionam adequação de máscaras reutilizáveis

Regional 05 Abr. 2020

O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) manifestou na quarta-feira, dia 2 de abril, dúvidas sobre a adequação de máscaras cirúrgicas reutilizáveis, que estão a ser fornecidas aos Hospitais de Évora e Beja, para o combate ao Covid-19.

Em declarações à Agência Lusa, o dirigente no Alentejo do SEP, Edgar Santos, afirmou que “tenho andado por todos os hospitais e nunca tinha visto a utilização deste tipo de máscaras”.

O dirigente explicou que foi informado pelos enfermeiros daquelas instituições e que, ao experimentar uma das máscaras reutilizáveis “fiquei com alguma dificuldade em respirar”. Edgar Santos quer agora saber “se o Instituto Português da Qualidade deu chancela ou não, porque podemos estar a utilizar equipamentos que não têm qualidade”. O sindicalista quer ainda saber “quantas vezes pode ser reutilizada, se é esterilizada e que garantias dá esse material que após a lavagem não fica infetado”.

A mesma agência de notícias contactou o presidente da Administração Regional de Saúde do Alentejo, José Robalo, que apenas respondeu que “o sindicato será devidamente informado” e que a questão “será esclarecida entre os profissionais”.

O SEF já enviou um pedido de ARS do Alentejo e aos conselhos de administração do Hospital do Espírito Santo de Évora (HESE) e da Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo (ULSBA), que gere o hospital de Beja.

O sindicato também questionou as Autoridades de Saúde nacionais sobre este material, realçando que “existem muitas dúvidas sobre a adequação destas máscaras ao seu objetivo”, considerando que podem mesmo colocar em causa “a segurança com que os enfermeiros estão a trabalhar”.

 “As máscaras em causa estão certificadas e seguem os normativos da Direcção-Geral da Saúde e do Infarmed? A instituição assume, para todos os efeitos legais, que estas máscaras são adequadas e que garantem a segurança e proteção dos enfermeiros? Qual a ficha técnica das máscaras?” Estas são, de acordo com a Lusa, as perguntas que constam nos ofícios enviados às autoridades de saúde.

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