Desemprego

Desemprego diminuiu no Alentejo, mas “temos ainda um quadro complicado do ponto de vista das qualificações”, diz Delegado Regional do IEFP (c/som)

Regional 16 Abr. 2018

A região Alentejo tem vindo a assistir a uma mudança de paradigma no que concerne ao desemprego registado. O número de desempregados tem diminuído tendencialmente e têm surgido postos de trabalho em resultado de investimento em setores diversificados.

Em declarações à Rádio Campanário, Arnaldo Frade, Delegado Regional do Alentejo do IEFP afirma que “temos um quadro ainda complicado do ponto de vista das qualificações”.

“O que temos na região é uma mudança de paradigma”, sendo que enquanto “há algum tempo tínhamos cerca de 29 mil inscritos como desempregados”, em fevereiro do presente ano, os serviços da região registavam 18 800 desempregados, “o que é uma quebra bastante grande”, aponta.

Também anteriormente “era necessário recorrer às medidas ativas de emprego e formação” para ajudar os desempregados, uma vez que “a situação de crise existente no país não permitia a integração no mercado de trabalho”. Presentemente, urge a necessidade de qualificar e formar os desempregados, para dar resposta às necessidades dos investidores que vão surgindo “aos mais variados níveis”, nomeadamente o da aeronáutica.

Com cerca de 65% dos desempregados inscritos no IEFP da região Alentejo a apresentarem um nível de escolaridade inferior ao 12º ano, existe uma preocupação em ajustar as qualificações dos desempregados às necessidades dos investidores, facilitando a sua transição para o mercado de trabalho. Desta forma, o IEFP tem procurado “antecipar as necessidades de investimento, falar com os empresários para perceber exatamente quais são as competências necessárias e por essa via ajudar as empresas a ter os recursos humanos de que precisam”.

Para além das necessidades dos investidores, existe ainda a preocupação em ir ao “ao encontro das expetativas e daquilo que é a vocação dos próprios desempregados”.

Esta mudança de paradigma “exige um olhar diferente”, requerendo um trabalho contínuo do IEFP com as empresas e com as instituições, visando “o mais possível poder ajudar à integração no mercado de trabalho” dos desempregados inscritos nos serviços.

 

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