Alqueva

"Junto a praias fluviais de Alqueva não serão instalados painéis solares", diz José Pedro Salema (c/som)

Publicado em Regional 30 abril, 2019

A empresa do Alqueva anunciou ter instalado um primeiro conjunto de painéis solares fotovoltaicos flutuantes para produzir energia para um dos reservatórios de água do projeto, no âmbito da sua aposta em “soluções energéticas amigas do ambiente”.

Neste sentido a Rádio Campanário procurou saber mais informações sobre o referido projeto junto de José Pedro Salema (presidente e CEO da EDIA).

José Pedro Salema começa por referir aos nossos microfones que “o projeto é muito ambicioso” e implica instalar “50 hectares de painéis, o equivalente a 70 campos de futebol”.

A Rádio Campanário procurou saber se o projeto irá ter algum impacto na paisagem, ao que o CEO da EDIA refere que “a maior parte dos alentejanos nem sequer os vão ver”, explicando depois que “estas estruturas flutuantes são muito baixinhas e apresentam um impacto visual quase nulo”.

 “Paisagisticamente, estas baterias de painéis, são estruturas muito ligeiras”
José Pedro Salema

No que concerne a um possível impacto no turismo de Alqueva, José Pedro Salema refere que “não vão estar instalados nos sítios onde os turistas estão”, justificando depois que “os locais onde precisamos de energia são as estações elevatórias e não se encontram nos sítios onde as pessoas que querem desfrutar da paisagem de Alqueva vão”.

“Não temos turistas na estação elevatória dos Álamos, é um sítio muito remoto e sem acesso fácil”
 José Pedro Salema

José Pedro Salema conta-nos que “os painéis serão colocados em sítios estratégicos”, estando afastada a hipótese de serem colocados junto “ás praias que temos no lago de Alqueva” referindo que todas estas zonas de lazer “estão muito longe dos locais de instalação desses painéis”.

O homem forte da EDIA refere mesmo que “podemos ir ás praias que não vamos ver painel nenhum “.

A EDIA pretende “iniciar a obra este ano e concluí-la nos próximos dois anos”, naquilo que será um investimento de “cerca de 50 milhões de euros”, o qual irá permitir “poupar muito dinheiro a cada ano “.

José Pedro Salema refere que “num horizonte de 25 anos, vamos poupar algumas dezenas de milhões de euros”, acrescentado que “vamos deixar de comprar energia, pois vamos começar a produzir a nossa própria energia para as estações de bombagem”.

O CEO da EDIA afirma ainda que as poupanças que este sistema permite irão ser sentidas até pelos “agricultores que vão ter o preço da água mais baixo o que lhes permite ser muito mais competitivos”.

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