Alentejo

Ensaios do voto eletrónico “foram um sucesso, mas é uma experiência voluntária e só o fará quem assim o entender”, diz Norberto Patinho (c/som)

Publicado em Regional 24 maio, 2019

No próximo domingo, 26 de maio, irão decorrer as eleições europeias, o distrito de Évora foi escolhido para implementar o voto eletrónico que estará disponível para todos os eleitores.

Neste sentido a Rádio Campanário procurou saber junto de Norberto Patinho, deputado pelo Partido Socialista, como decorreram os ensaios prévios deste novo método eleitoral.

Norberto Patinho começa por referir que “os ensaios decorreram em todos os concelhos do distrito” e “de uma forma global as coisas correram bem”. O deputado afirma que “foi um teste superado com sucesso”, referindo que “existem pequenos problemas que foram resolvidos”.

De uma forma global, Norberto Patinho considera “positivo” o resultado dos ensaios, considerando, no entanto, que “é uma experiência e como tal é importante não criarmos demasiadas expetativas”.

O parlamentar refere ainda que “o voto em papel em paralelo é uma segurança”, tendo em conta alguns problemas que se venha a verificar.

Questionado pela RC sobre uma eventual não aceitação do sistema por parte da população mais idosa, Norberto Patinho refere que “para algumas pessoas de mais idade é um aliciante”, pois este novo sistema desperta curiosidade junto dos eleitores, por outro lado “para outros é um pouco estranho e agora durante este processo de campanha tive de as informar que podiam votar como sempre o fizeram, através do método tradicional”.

Norberto Patinho relembra que o voto eletrónico “é uma experiência voluntária e só o fará quem assim o entender”.

Naquilo que concerne a segurança e sigilo, o deputado refere aos nossos microfones que “como todas as experiências, temos de manter sempre uma segurança, pois pode haver algo que corra menos bem na contagem ou na identificação dos votos”. Norberto Patinho explica que após “o voto eletrónico sai um impresso, a pessoa confere e entrega esse impresso na mesa”, tal como no método tradicional. Em termos de sistema, o parlamentar mostra-se totalmente confiante na segurança, uma vez que “o sistema não está ligado à internet, é um circuito interno fechado”, descartando possíveis invasões, mas referindo que “podem ocorrer problemas de ligação”.

Em termos de objetivos deste novo método eleitoral, Norberto Patinho aponta “a redução da abstenção”, exemplificando que “eu estou recenseado em Portel, e no passado domingo fiz o voto teste em Évora, e o voto foi válido, sem ter de me deslocar a Portel o voto seria válido”.

O deputado considera ainda que os “os boletins em Braille são também uma grande vantagem”, permitindo aos invisuais um maior conforto, autonomia e sigilo de voto. Norberto Patinho faz ainda referência ao voto antecipado como “outra melhoria para minorar a abstenção”, referindo que quem não possa estar presente nas urnas no dia das eleições, pode “exercer o seu direito de voto antecipadamente”, mediante “uma pré-inscrição no sistema”.

Norberto Patinho refere que todas estas medidas não são “partidárias”, mas sim “medidas para facilitar o voto e contribuir para uma menor abstenção”.

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