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Entre Évora e Lisboa passageiros pagam intercidades e viajam de regional

Entre Évora e Lisboa passageiros pagam intercidades e viajam de regional D.R.
Publicado em Regional 11 julho, 2018

No próximo mês de agosto, a CP - Comboios de Portugal vai reformular os horários dos seus comboios, passando por uma redução da oferta, com menos comboios em praticamente todas as linhas e serviços. Mas, antes, a CP já começou a trocar os comboios Intercidades por comboios regionais em várias linhas de norte a sul do país, como é o caso do troço entre Évora e Lisboa. Contudo, as viagens custam o mesmo preço, embora menos confortáveis, mais lentas e com menos serviços.

É no serviço Intercidades entre Lisboa e Évora que tem havido maiores problemas. Entre 22 de maio e 1 de julho, foram feitas 31 viagens em que as carruagens Corail, puxadas por uma locomotiva elétrica e que servem para as ligações Intercidades, foram trocadas pelas unidades UTE 2240, normalmente utilizadas nos serviços regionais, afetando milhares de passageiros.

Segundo o Diário de Notícias, a empresa justifica a decisão com as avarias e o "excesso de imobilizações" do material circulante e admite devolver a diferença no preço do bilhete. Por seu turno, a comissão de trabalhadores da CP culpa as cativações do governo, que impedem a empresa de investir. Mas a associação de consumidores ACOP considera que os passageiros estão a ser enganados e reclama redução de preços sempre que houver troca de comboios.

Na edição do jornal Público de hoje, é notícia que a “CP está a ficar sem comboios e à beira do colapso”, devido a uma frota envelhecida e oficinas sem pessoal.

A grande diferença entre os dois modelos de composições é que para viagens de longo curso costumam ser utilizadas carruagens Corail, puxadas por locomotiva elétrica, que têm velocidade máxima de 200km/h, serviço de bar, rede de wi-fi e tomadas elétricas em alguns lugares. Contudo, as unidades UTE 2240, atingem apenas os 120km/h de velocidade máxima, sem serviço de bar, nem rede wi-fi.

Contudo, AMT - Autoridade da Mobilidade e dos Transportes, entidade que fiscaliza os transportes públicos, diz que "se o utente reclamante não for devidamente informado de algum constrangimento que pudesse comprometer o serviço, poderá ter, eventualmente, direito a reembolso por parte do operador".

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