Especialistas apontam falta de controlo dos pais pelos atos de vandalismo praticados em Vila Nova de Mil Fontes

Regional 01 Ago. 2021

Vila Nova de Milfontes é uma freguesia portuguesa do município de Odemira, distrito de Beja, situada na margem norte da foz do rio Mira. Encontra-se inserida no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, é um dos locais mais procurados para as férias de verão, especialmente por jovens.

A calma do alentejo contrasta nesta altura do ano com o que se vive neste local, onde grupos de jovens espalham um rasto de destruição e de medo.

De acordo com a notícia avançada pelo jornal Expresso, a falta de controlo parental é tida como a principal causa para este cenário de violência que, tal como já referimos,  não é inédita naquele lugar.

“Muitos dos pais alugaram casas para estes adolescentes, que eles partilharam com sete a dez amigos sem adultos por perto, com semanadas avultadas, algumas de €500. Um prémio por terem tido boas notas na escola”, confidencia um militar da GNR que presenciou alguns dos desacatos dos últimos dias na vila do sudoeste alentejano.

Recorde-se que, tal como a Rádio Campanário já tinha noticiado, a situação vivida pelos moradores de Vila Nova de Mil Fontes, nesta época do ano, é há quase duas décadas sempre  a mesma.

Na segunda quinzena de julho, segundo os moradores, centenas de jovens, por norma  com idades entre os 12 e os 16 anos,  chegam a Vila Nova de Milfontes  e destroem tudo o que lhes aparece pela frente.

Os moradores intitulam-nos de "betos", “são quase todos da linha de Cascais, grande parte deles menores de idade. Consomem droga adquirida no local e quantidades exorbitantes de álcool”, descreveu ao PÚBLICO uma residente. Os moradores queixam-se do barulho constante e das reiteradas faltas de respeito.

Concentram-se em grupos com centenas de elementos e, durante a madrugada,  percorrem as ruas da localidade alentejana grafitando paredes, portas, janelas, o passadiço e viaturas com imagens de índole sexual.

Ana Rocha

Partem vidros das portas e janelas, danificam zonas verdes e recorrem as pichagens que ofendem a comunidade. 

Fonte: Expresso

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