Évora descolou com a Embraer

Regional Escrito por  14 Ago. 2018

Em pouco tempo de instalação em Évora, a Embraer chegou à liderança do mundo empresarial eborense, entre 2013 e 2016, tanto em volume de negócios como em exportações.  Dividindo a sua produção entre a criação de estruturas metálicas e de materiais compósitos, a multinacional brasileira desde que chegou ao Alentejo, em 2009, que tem ajudado a multiplicar os investimentos na região. Desde uma segunda fábrica no parque aeronáutico, atá à atração da portuguesa Air Olesa, da francesa Mecachrome e ainda da brasileira Campendionauta, até à gigante norte-americana Boeing, que ao que tudo indica deverá controlar 80% de uma nova empresa em parceria com a Embraer. Uma mudança que parece agradar ao poder local.

Olhando ao pormenor a dimensão astronómica destes negócios, sediados em Évora, segundo o "ranking" da Informa D&B, referente a dados de 2016, logo a seguir à gigante brasileira, surge a Kemet Electronics, fabricante de componentes eletrónicos com sede nos Estados Unidos, que está a faturar mais de 26 milhões de euros na capital de distrito alentejana.

Para se entender o peso destas duas marcas na relação com o mercado exterior, temos que olhar ainda mais a fundo para os números. Em 2016, Évora contabilizou quase 382 milhões de euros em exportações, ou seja, quase metade do volume global de negócios do município, segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística. Sendo que aproximadamente 123 milhões resultaram das atividades da Embraer e da Kemet. Ao ponto de que, na lista das 10 maiores exportadoras em 2016, disponibilizada pela Informa D&B, deixou de constar a Tyco Electronics, que em 2013 era a que de mais vendia ao exterior, a partir de Évora, com um valor de quase 155 milhões de euros.

Mas não são apenas a eletrónica e a aeronáutica a alimentar a economia local. A fundição, a cortiça, os transportes, o retalho e a agropecuária têm bastante peso na malha eborense, contribuindo para um volume de faturação total do concelho de mais de 781 milhões de euros. É de realçar, ainda, que duas das maiores exportadoras a operar em Évora, a Valair e a Aptoide, apenas têm no município a sua sede fiscal, pois as atividades são desenvolvidas noutros pontos do país e no estrangeiro.

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