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Évora Monte vai recriar assinatura da Convenção que deu fim à Guerra Civil em Portugal (c/som)

Publicado em Regional 14 junho, 2019

Évora Monte vai recriar na Casa da Convenção “o ambiente ali vivido” no dia em que foi assinado o histórico documento que finalizou a Guerra Civil entre Absolutistas e Liberalistas em Portugal, datado de 1834.

Segundo a vereadora da cultura do Município de Estremoz, Márcia Oliveira, este é um projeto “candidatado a fundos europeus” e que contempla a criação de um Centro Interpretativo dos Bonecos de Estremoz, que vai funcionar no Palácio dos Marqueses de Praia e Monforte, e outro na Casa da Convenção de Évora Monte direcionado “para o património, informação e interesse turístico e histórico”.

O Centro Interpretativo de Évora Monte vai  “recriar o ambiente que ali se viveu no dia da assinatura”
Márcia Oliveira 

 

De acordo com a vereadora, em declarações à Campanário, o Centro Interpretativo do Boneco de Estremoz é projetado “para o futuro” desta arte, de forma a explorar “a forma como o boneco é feito”, direcionando-o para a “investigação e para a continuidade da arte”.

Já na Casa da Convenção o município, em parceria com a Junta de Freguesia, procura “recriar o ambiente que ali se viveu no dia da assinatura”, e disponibilizar um conjunto de informação turística sobre a Freguesia e o concelho.

Márcia Oliveira explica ainda que o valor do investimento candidatado é de 259 mil euros, “dos quais 99 mil euros são direcionados para o Centro interpretativo de Évora Monte” enquanto o restante montante é destinado ao Centro Interpretativo dos Bonecos de Estremoz. A candidatura tem “uma comparticipação de 70%” ao abrigo do programa Valorizar e a contrapartida nacional é assegurada pela autarquia e, no caso da Casa da Convenção, a Junta de Freguesia é parceira.

 

Também a esta estação emissora o presidente da Junta de Freguesia de Évora Monte, António Serrano, explica que o Centro Interpretativo terá “especial enfoque na assinatura da Convenção de Évora Monte e na questão da Guerra Civil”, mas funcionará também como “um centro de acolhimento ao visitante”, pela sua localização e pela informação sobre outros motivos de interesse que vai disponibilizar.

Évora Monte “precisa de mais polos de atração turística
António Serrano

 

António Serrano esclarece ainda que o Centro Interpretativo é composto por “uma zona de acolhimento”, uma exposição “sobre os factos na origem da Guerra Civil até à própria Convenção de Évora Monte” e, numa terceira sala, a “recriação do ato da assinatura da Convenção”.

Para o presidente da Junta, a Freguesia de Évora Monte “precisa de mais polos de atração turística” e através deste Interpretativo, tratando-se de um local de memória de um importante marco histórico, “faz todo o sentido que exista e, naturalmente, que é ali que tem que ser prestada a informação a quem a visita”