EDIA

Exclusivo: Relativamente à injeção de capital na EDIA, Capoulas Santos diz: “Quando não existem apoios, terá que ser o Estado a suportar” (c/som)

Regional 05 Set. 2017

No final do mês de agosto, do presente ano, o Estado Português, como único acionista da EDIA (empresa gestora do Alqueva), injetou mais de 8,6 milhões de euros, na empresa. No presente ano, foi a terceira injeção de capital feita pelo Estado na EDIA, num total de mais de 30 milhões de euros, ascendendo o capital social da empresa a 495.249.060 euros.

Luís Capoulas Santos, Ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, em declarações à Rádio Campanário sobre as constantes injeções de capital por parte do Estado na EDIA, que por sua vez aumenta continuamente a sua dívida, diz que “aquela empresa está a investir em obra”, não se podendo ver tal facto como prejuízo.

Trata-se de “uma empresa pública, que para executar obra, precisa de dinheiro”, que terá necessariamente que ser injetado pelo seu “único acionista, que é o Estado”.

Questionado sobre o facto de estes avultados investimentos na EDIA estarem ou não previstos no Orçamento do Governo, o Ministro da Agricultura respondeu que, “infelizmente, o Governo anterior deixou obra em execução, sem que tivesse garantido o financiamento para ela”, pelo que foi necessário proceder a estes investimentos. “Não íamos deixar os empreiteiros, aos quais tinha sido adjudicada a obra”, declarou.

Desta forma, e contrariando tendências, encontram-se em negociações com o Banco Europeu de Financiamento, para garantir previamente o financiamento “para o regadio que pretendemos fazer agora de novo”, estando este já disponível no âmbito do quadro comunitário de apoio.

“Quando não existem apoios da União Europeia, ou outros, tem que ser o orçamento nacional a suportar a obra e a empresa que está a executá-la”, conclui o ministro.

Recorde-se que a 24 de agosto, a EDIA fez saber, através de comunicado remetido à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), da aprovação “por deliberação social unânime”, de aumento do capital social da empresa “em 8 677 530 euros, através da emissão de 1 735 506 ações normativas, no valor de 5 euros cada”, pelo acionista Estado.

Em 2016, o Estado realizou cinco aumentos do capital da EDIA, num total de 56.36 milhões de euros. Até ao momento, em menos de dois anos, a empresa gestora das infraestruturas de regadio do Alqueva, recebeu cerca de 94 milhões de euros, num total de 9 aumentos de capital, por parte do Estado Português.

Em 2016, a EDIA apresentou um resultado líquido negativo de 10,9 milhões de euros, cerca de mais 4 milhões de prejuízo que em 2015.

 

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