Vila Vicosa

Juiz da Régia Confraria de Vila Viçosa faz balanço de 6 meses de trabalho e afirma "Queremos devolver o Santuário ao Povo" (c/som)

Regional 11 Jan. 2020

A Régia Confraria de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa deu posse a uma nova mesa administrativa no passado mês de maio.

Neste sentido a Rádio Campanário falou com Fernando Pinto, Juiz da Régia Confraria de Nossa Senhora da Conceição, que fez um balanço do trabalho desenvolvido durante os últimos seis meses.

Fernando Pinto começa por referir que “esta equipa assumiu funções no dia 25 de maio, são mais ou menos 6 meses de trabalho em prol deste Santuário”.

Esta equipa veio “trazer uma forma de estar diferente, viemos trazer melhorias, viemos olhar para aquele Santuário e tentar arranjar formas de o cuidar, pois ele precisa e bastante”, declara.

“Viemos trazer uma nova forma de estar para tentar cuidar o Santuário que bem precisa”
Fernando Pinto

O Juiz considera que “trouxemos pessoas novas, com ideias novas, com uma vontade enorme de trabalhar em prol desta casa”.

A RC questionou Fernando Pinto sobre quais as prioridades quando tomou posse, explicando que “começámos por fazer um levantamento das necessidades do Santuário, depois a situação financeira, que não sendo má também não era famosa”.

“Não existiam muitas dividas, mas também não existia muito dinheiro”
Fernando Pinto

Fernando Pinto explica que “entre as dividas e o dinheiro existente existiam falhas, aliás nos últimos 2 a 3 anos sempre existiu saldo negativo de tesouraria”, lembrando que “as despesas são certas, todos os meses temos salários, eletricidade, etc.”, o que obrigou esta nova mesa a ter como prioridade “encontrar soluções para garantir essas despesas”.

O Juiz refere ainda que “decidimos melhorar o aspeto do Santuário, tendo em conta as celebrações de dezembro, assim pintámos os tetos que se encontravam sem manutenção, o que implicou uma despesa muito grande”.

“Graças a Deus conseguimos pintar os tetos e encontrar forma de pagar o seu custo”
Fernando Pinto 

A equipa lidera por Fernando Pinto já fez “um levantamento exaustivo de todas as necessidades e é de facto muita coisa”, e também recuperou “algumas imagens e estamos neste momento a encontrar caminhos para fazer o resto”.

A Campanário questionou Fernando Pinto sobre como fez face aos custos dos trabalhos de pintura.

O Juiz começa por referir “não existem milagres”, explicando depois que “fomos ter com pessoas que nos poderiam ajudar, algumas ajudas vieram, entretanto, algumas peregrinações (como foi o caso da peregrinação internacional) sentindo as nossas dificuldades também nos deram donativos que pagaram cerca de metade da pintura do teto”.

Fernando Pinto declara que “procedemos a alterações em termos da loja e da sua divulgação, o que permitiu aumentar o volume de vendas”.

O Juiz conta que foi levada a cabo “uma campanha muito grande, tendo por base o dia 8 de dezembro, onde contactámos empresas e os 2900 escravos, que nos permitiu que entrasse algum dinheiro e encarar o dia da Imaculada Conceição com tranquilidade e realizar coisas diferentes”.

Outra das questões abordadas foi a responsabilidade da Arquidiocese, ao que Fernando Pinto afirma “a Arquidiocese não tem nada que ver com estas contas”. O Juiz refere que “no final do ano temos de dar contas junto da Cúria, mas a responsabilidade da gestão corrente das contas do Santuário é da exclusiva responsabilidade da Régia Confraria”

“Tudo o que é despesa e receita do Santuário é da responsabilidade da Régia Confraria, e somos nós que temos de encontrar soluções”
Fernando Pinto

Fernando Pinto refere que “apenas em situações muito extremas poderá a arquidiocese tomar conta, mas não é o caso”.

Relativamente ás fontes de receita, elas “veem de donativos, vendas da loja e do trabalho que é feito no dia a dia”, acrescentando que “a publicidade e a divulgação têm assumido um papel muito importante, quanto mais divulgarmos mais peregrinações iremos ter, e elas deixam sempre o seu contributo, como se costuma dizer grão a grão vai enchendo”.

O Juiz refere que “este ano tivemos um aumento muito significativo na parte dos donativos, ainda esta semana nos chegaram alguns vales”, precisando depois que “falamos de um aumento em termos de 30 a 40% dos donativos”.

A loja do Santuário “no dia 8 de dezembro aumentou significativamente as vendas”, declara o Juiz.

Relativamente ao valor dos donativos, Fernando Pinto relata que “consultando documentos de outros tempos verificamos que existiam donativos substanciais, no entanto isso hoje não acontece, temos donativos sim, mas valores muito abaixo dos documentados no passado”.

Fernando Pinto explica que “se precisarmos de 200 ou 300 €, basta telefonar que eles disponibilizam-se, agora valores de 8 mil ou 13 mil euros como encontrei nos registos, já não existem”, o juiz acrescenta ainda que “não será fácil recuperar esses donativos, pois a economia também é outra e as pessoas estão mais ligadas ao material que a esta área do dar apenas por dar”.

O juiz considera que “o trabalho de proximidade que desenvolvemos faz toda a diferença, e reflete-se na situação financeira que é substancialmente bem melhor que a que encontrámos”.

“Atualmente encaramos as despesas fixas com tranquilidade e até algumas obras que vamos desenvolver”
Fernando Pinto

A Régia Confraria de Nossa Senhora da Conceição “está em busca de apoios, temos 2 candidaturas em que vamos tentar ir buscar algum dinheiro que nos ajude na recuperação do Santuário”, declara.

A RC questionou o Juiz sobre os apoios da autarquia, explicando Fernando Pinto que “para o 8 de dezembro deu apoio logístico, tal como solicitado por nós e também algum apoio financeiro”.

O Juiz revela que “vamos entrar em conversações com o Sr. Presidente da Câmara por um protocolo mais alargado, que nos permita pensar na pintura exterior que se encontra muito degradada”.

Para Fernando Pinto “a autarquia tem todo o interesse em encontrar caminhos comuns que beneficiem o Santuário, é um Santuário Nacional, não é nosso, é um bem comum que Vila Viçosa tem”

“Quando chegámos propusemo-nos a abrir o Santuário, abrir aquilo que é de todos”
Fernando Pinto

Fernando Pinto afirma que “queremos devolver o Santuário ao povo de Vila Viçosa, ao povo dos arredores que tanto gosta de peregrinar a este santuário, queremos que as pessoas voltem a sentir-se bem no Santuário, que se sintam acolhidos, ao pé da sua Mãe”.

O juiz considera que “para este ano, um dos principais objetivos passa por divulgar todo o que aconteça naquele Santuário, quer seja uma peregrinação grande ou pequena, seja de ordens religiosas ou de simples peregrinos”, acrescentando que “se as coisas forem divulgadas as pessoas aparecem”.

Fernando Pinto deixa um apelo aos microfones da Rádio Campanário, uma vez que, “o Santuário precisa de muita ajuda”, explicando depois que “o telhado, as janelas, o guarda vento precisam de intervenções”. O Juiz refere que “basta participarem da eucaristia, estarem connosco, darem-nos uma palavra ou visitarem a nossa loja que vai ter novidades durante o ano”. Para o Juiz "basta aparecerem que nós agradecemos".

 

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