Alandroal

“Mais de 40 mil euros investidos no apoio às instituições do concelho, não faltará dinheiro à Câmara para o essencial e prioritário no combate à pandemia” diz Presidente do Alandroal (c/som)

Regional 31 Mar. 2020

Em declarações à RC, João Grilo, Presidente do Município de Alandroal, refere que está a ser feito por parte da autarquia um investimento em equipamentos para ajuda às IPSS do concelho, ao Centro de Saúde e à Corporação dos Bombeiros.

“No total formalizámos encomendas que esperamos que cheguem nas próximas duas semanas de cerca de 40 mil euros de equipamentos para estas instituições”.

Apesar das dificuldades sentidas na compra desses equipamentos, pois há muita procura e pouca resposta no mercado e é difícil que haja uma entrega imediata. Tendo em conta a situação, o Presidente explica que se estão a utilizar os recursos que o Município tinha enquanto se espera pela chegada dos equipamentos. “Daquilo que são os sotcks da câmara, que são pequenos em função das necessidades que temos para podermos continuar a prestar os serviços básicos, esperamos ter condições para ir entregando quantidade mínimas até que as encomendas cheguem. O nosso objetivo é contribuir para uma resposta equilibrada e conjunta de todas as instituições do concelho em conjunto com a Câmara”.

O autarca refere que “estamos a entregar a todas as IPSS em função das necessidades mais básicas e da comunicação que nos fizeram, algum material como luvas, máscaras, fatos de proteção, gel desinfetante e reforçámos uma encomenda de cerca de 5 mil euros de material para cada uma delas para que não falte no futuro. Também para o nosso centro de saúde fizemos uma encomenda cerca de 15 mil euros de equipamentos de proteção e outros equipamentos médicos que foram identificados como necessários, pois queremos que esteja preparado para dar resposta. Aos nossos bombeiros também estamos a entregar algum material e também nos fizeram um pedido de cerca de 10 mil euros de equipamento”.

Apesar das dificuldades há uma esperança de que “vamos ter, não direi que todos os materiais necessários, mas aos poucos se houver uma resposta articulada vamos conseguir ir encontrando cada vez mais materiais disponíveis no mercado para dar resposta e a nossa expectativa é não deixar de ter equipamentos para continuarmos a proteger as IPSS e as entidades que trabalham connosco”.

Relativamente ao orçamento utilizado para adquirir estes equipamentos, o autarca aponta que “tudo o que podermos canalizar para estes fins e sabemos que a autarquia é, provavelmente, a única que tem capacidade de dar resposta e ajudar quem está no terreno e acho que ninguém poderá pôr em causa que deixamos de realizar este ou aquele evento para canalizarmos recursos para este fim”.

João Grilo assegura ainda que apesar da situação que se vive “não faltará dinheiro à Câmara Municipal para aquilo que é essencial, para aquilo que é importante, para aquilo que pode fazer diferença e para aquilo que é prioritário para combatermos a pandemia. Depois veremos mais à frente o que poderemos retomar da nossa normalidade”.

Esclarece ainda que o Município continua a ter as suas responsabilidades e obrigações, “não estamos autorizados a isentar absolutamente nada, nem a alterar absolutamente nada nos compromissos que temos, vamos ter de continuar a pagar, a amortizar os mesmos valores, vamos ter de continuar a trabalhar com o mesmo rigor”, apelando ao sacrifício de todos de forma a garantir que há equipamentos e respostas em termos de saúde e ainda que “sobra algum dinheiro para dar apoio social a quem vir a sua situação agravada”.

Quanto aos apoios sociais à população na pós-pandemia COVID-19, o autarca garante que “as famílias terão alguns apoios ao nível do estado e da segurança social e ao nível do emprego. Aquelas que não tiverem esses apoios e se virem privadas de rendimentos devem contactar a Câmara para que possamos de ajudar neste momento concreto e sempre por um período relativamente curto. O que não queremos é que haja pessoas que se vejam privadas de rendimentos de um momento para o outro e não tenham qualquer solução ou qualquer alternativa”.

Relativamente às empresas explica que a situação é um pouco mais complicada de “fazer diretamente porque há apoios do Estado e temos as nossas limitações que não nos permitem dar alguns tipos de apoios”.

Deixa uma palavra de esperança dizendo que “Portugal tem sido um exemplo de articulação e resposta a todos os níveis e a própria população tem sido exemplar nas respostas que dá.  Temos que ir em conjunto dando respostas à medida que os problemas surgem porque isto é novo para todos, nunca passámos por este processo na nossa história recente e estamos a aprender”.

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