Alentejo

Marisa Matias diz que “houve melhorias limitadas” em Portugal, mas que o Governo “poderia ter ido muito mais longe” (c/som)

Publicado em Regional 30 abril, 2019

A candidata do Bloco de Esquerda (BE) ao Parlamento Europeu, Marisa Matias, esteve na passada sexta-feira, 26 de abril, em Évora para a inauguração da sede do partido nesta cidade alentejana, uma infraestrutura que a candidata considera que os bloquistas desta localidade “já mereciam”.

Questionada sobre a expressão que o Bloco de Esquerda consegue alcançar no Alentejo, Marisa Matias acredita que o novo espaço inaugurado em Évora pode ser a forma de cativar novos membros num território que reconhece “ter sido difícil” angariar apoiantes mas que não significa que o Bloco não esteja atento às questões da região.

Segundo Marisa Matias os bloquistas estão preocupados com questões como “o desenvolvimento rural, dos transportes ou da mobilidade”, matérias ao qual os esquerdistas têm apresentado “sistematicamente” propostas e “muitas delas direcionadas ao Alentejo porque, obviamente, tem muitos problemas estruturantes que precisam de ser resolvidos”. No entanto a candidata sublinha que não vão “deixar de lutar por não ter ainda a expressão que gostaríamos” nesta região.

Questionada sobre o projeto europeu a candidata do BE afirma que “há lutas que continuam a ser as mesmas”, são elas “a defesa do investimento público para os serviços” e a “defesa do meio ambiente, do emprego e dos direitos laborais”.

Ainda assim Marisa Matias considera que na politica europeia há “espaço de manobra”, sobretudo na procura de “resposta aos problemas concretos das pessoas” em matéria de Fundos de Coesão. No que respeita ao dossier de coesão em Portugal a candidata do Bloco de Esquerda observa “um país muito desigual”, graças ao controlo dos “sucessivos governos que não têm feito uma distribuição justa” do financiamento.

No sentido inverso a bloquista propõe-se a trabalhar por “maior justiça” no Orçamento Comunitário de forma a que “não haja cortes para a coesão social e territorial em Portugal”, algo decidido em Bruxelas e que tem influencia sobre matérias de acessibilidades, educação e serviços.

Questionada sobre as perspetivas governativas em Portugal, Marisa Matias prefere não fazer previsões em “respeito” ao voto popular, mas reconhece que “houve melhorias limitadas na vida das pessoas” embora afirme que o Governo “poderia ter ido muito mais longe” mas “não houve tanta vontade”, atirou.

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