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COVID19

Médicos subscrevem carta aberta e pedem a "suspensão cautelar" da vacina em crianças e jovens!

Regional 27 Jan. 2022

Um grupo de 27 médicos de diversas especialidades subscreveram uma carta aberta direcionada ás autoridades de saúde pedindo à mesma que reaprecie o processo de vacinação contra a covid 19 em crianças.

Nesta carta aberta pedem  a "suspensão cautelar" da vacinação contra a SARS-CoV-2 em crianças e jovens, "até que se comprove a sua necessidade, benefício e segurança".

Conforme notícia avançada pelo Diário de Notícias o pediatra Jorge Amil , um dos subscritores, apelou às autoridades de saúde para reapreciarem a decisão de continuar a vacinar as crianças saudáveis contra a covid-19, analisando a relação risco-benefício, perante a nova realidade determinada pela variante Ómicron.

"Num pico de infeções com esta dimensão poderá ser prudente reavaliar-se o prosseguir com a vacinação, se para além de eficaz, se será seguro, e não fica nada mal fazer esta reavaliação continuada", disse à agência Lusa Jorge Amil, pediatra e presidente do Colégio de Pediatria da Ordem dos Médicos.

Os vários subscritores,  entre os quais pediatras, cardiologista, internistas, infeciologistas, ressalvam que o apelo para suspender a vacinação diz respeito "à situação das crianças saudáveis e não se pretende qualquer extrapolação para adultos ou crianças com comorbilidades que acarretem risco acrescido de Covid-19".

Jorge Amil, conforme avança a mesma fonte,  afirmou que as autoridades de saúde ouviram em determinada altura "quem acharam que deviam ouvir" para formular uma recomendação do programa de vacinação de crianças, mas considerou ser necessário fazer "uma reflexão permanente em relação às decisões que se tomam, porque a ciência nunca foi imutável e menos ainda agora numa situação de grande evolução".

Para os signatários da carta, "o mais preocupante" é a vacinação das crianças dos 5 aos 11 anos estar a decorrer em pleno pico pandémico, circunstâncias que não foram testadas nos ensaios clínicos de vacinas.

"A vacinação de crianças previamente infetadas por SARS-CoV-2, ou a sua infeção depois de vacinadas, num curto intervalo temporal, pode vir a traduzir-se num aumento da incidência de casos de miocardites, efeitos deletérios no sistema imunitário ou outras reações adversas, riscos potencialmente graves e eventualmente letais", alertam.

 

Este grupo de subscritores sublinha  ainda que já foram notificadas ao Infarmed mais de uma centena de possíveis reações adversas graves, incluindo colapsos, miocardites/pericardites e morte, em crianças e jovens, pedindo uma investigação a estes casos ocorridos em Portugal depois de iniciadas as campanhas de vacinação nestes grupos etários.

Fonte: DN