Alandroal

Mesmo com dívida, “será mau para Alandroal, para o Alentejo e para o país, se perdermos 1 euro de fundos comunitários”, diz secretário de Estado (c/som)

Publicado em Regional 12 março, 2019

Carlos Miguel, secretário de Estado das Autarquias Locais, presidiu à cerimónia de inauguração da X Mostra Gastronómica do Peixe do Rio, em Alandroal, onde apontou a esta estação emissora o seu reconhecimento “pelo trabalho” que a autarquia alentejana “tem vindo a fazer de recuperação financeira”, continuando a investir em eventos dinamizadores do concelho enquanto abate dívida.

O governante afirma à RC que é fundamental ao Município “recuperar em termos financeiros para poder enfrentar o futuro de forma mais risonha”, não deixando que esse processo impeça ou prejudique “aquilo que são os investimentos comunitários”. Considerando que na maioria dos projetos com apoio comunitário a contrapartida nacional é de apenas 15%, para a qual são disponibilizadas linhas como a BEI (Banco Europeu de Investimento) em que os juros são muito baixos, “perder esta oportunidade será um crime de lesa-património”.

As pessoas por vezes não dão valor à recuperação financeira, porque não se vê frutos no dia a dia

Carlos Miguel

No caso de Alandroal, exemplifica com a escola que descreve como “excelente”, mas que tem um pavilhão em “péssimas condições”.  Perder a oportunidade de ter este apoio “será muito mau para todos”, porque é uma obra “importante para o território”.

Mais aponta que tem sido desenvolvido trabalho por si, pelo autarca João Grilo e pela Secretária de Estado Adjunta e da Educação, Alexandra Leitão, no sentido de mapear o pavilhão da Escola Básica Diogo Lopes Sequeira, sede do Agrupamento de Escolas de Alandroal, “para que possa vir a ser candidatado” a apoios. “Depois de todo este esforço, será incompreensível que não possamos aproveitar os fundos comunitários para fazer aquela obra”.

Neste sentido, e questionado sobre a execução da obra pública, o secretário de Estado diz que “o caminho neste quadro comunitário de apoio não foi tão rápido para os autarcas como os anteriores, mas o autarca é um homem que aprende bem a lição e que depressa se faz ao caminho”.

Encontrando-se o mandato autárquico no seu segundo ano, o governante afirma que é altura “de apresentar obras, lançar concursos para depois concluí-los até ao final do mandato”, diz, acrescentando que para “2019/2020 vamos ter muita execução em termos dos municípios, que […] é importante para a vida das pessoas”.

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