23 outubro, 2019
Augusta Serrano
Ecos da Planura
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Vila Vicosa

Novo Hotel na antiga SOFAL pendente por dezenas de lugares de estacionamento público que a câmara municipal terá que negociar (c/som)

Publicado em Regional 30 maio, 2019

O antigo Convento de São Paulo, em Vila Viçosa, onde funcionou a fábrica SOFAL, vai dar lugar a um hotel de luxo, num investimento de 20 milhões de euros

A Rádio Campanário tentou saber mais pormenores do projeto/investimento junto do autarca calipolense Manual João Fontainhas Condenado.

O autarca começa por referir aos nossos microfones que “existe essa espectativa” de requalificação do espaço e consequente construção do empreendimento turístico, no entanto ressalva que “certezas absolutas não existem”.

Manuel Condenado refere que “o processo encontra-se bem encaminhado”, adiantando que “o projeto entrou na camara faz alguns meses, foi analisado, esteve em reunião de camara e foi aprovado”, o autarca acrescenta que “após a aprovação já deu entrada um pedido de alteração ao projeto que também já está aprovado, no entanto existem situações que ainda estão pendentes”

Relativamente ás questões pendentes, o autarca refere “uma negociação entre a camara e os empreendedores para que se resolva a questão do estacionamento”. Manuel Condenado explica que “a obra prevê a construção de cerca de 60 quartos, a legislação é taxativa em relação a isso, sendo obrigatório considerar um determinado número de lugares de estacionamento. Como “os empreendedores optaram por não encontrar uma solução de estacionamento no interior do complexo, designadamente a construção de uma cave”, verifica-se “a necessidade de reservar determinado número de lugares de estacionamento no largo ou na rua lateral do edifício”.

O autarca explica que neste momento decorrem negociações, revelando que “nós vamos ser muito firmes na nossa posição, na hora de dispor ou reservar para o hotel espaço publico tem que se ter muita atenção, pois estamos a falar de espaço que é de todos e que deixará de ser da população para estar ao cuidado de privados”.

Manuel Condenado afirma que “temos de obter contrapartidas importantes para o município”, referindo que “a camara aprovou um projeto de requalificação do largo D. João IV, rondando cerca de 400 mil euros de investimento, pode ser uma possibilidade, a empresa construir essa obra como contrapartida”, outro dos cenários possíveis é “o empreendedor durante um período de tempo não pagar qualquer tipo de valor pecuniário em relação a ocupação do espaço publico, e após esse período seria definido um valor por forma a ressarcir a camara pela ocupação do espaço público”.

Apesar destas questões pendentes, Manuel Condenado mostra-se convicto que “as negociações irão chegar a bom porto”.

O autarca refere ainda que “é um empreendimento de grande qualidade e estruturante para o concelho e nesta conjuntura em que estamos a fazer uma aposta muito séria no turismo”, lembrando que “hoje mesmo na reunião de camara vamos aprovar o documento final da candidatura a património mundial, temos muito boas expetativas de obtermos esse selo da UNESCO com a qualidade de unidades hoteleiras já existentes no concelho e com esta mais valia”.

A criação de todas as condições necessárias “ao nível da vinda de turistas para o concelho”, irão provocar “desenvolvimento económico”, o edil refere ainda que “um empreendimento desta envergadura que implica um investimento de vários milhões implica a criação de várias dezenas de postos de trabalho, consideramos isso uma mais valia importante”.

Manuel Condenado afirma que “o investimento, a requalificação daquele edifício, os postos de trabalho criados, tudo isso entra nesta negociação”, considerando que “temos de criar uma situação de equilíbrio entre os interesses do empreendedor e os interesses o município”.

“É uma solução que é desejada por todos os calipolenses, vamos ver se desta vez se concretiza”
Manuel Condenado      

O investimento será maioritariamente estrangeiro, considerando o autarca que “a intenção dos investidores é trazer aqui a Vila Viçosa turistas não nacionais, principalmente asiáticos”. Sendo um empreendimento de luxo terá como público alvo “pessoas com condições económicas elevadas”, o que para o presidente “será interessante pois tem de existir uma diversificação da oferta” e “este tipo de turista é interessante, uma vez que potencia a economia local com o seu poder de compra mais elevado”.

O autarca falou ainda aos microfones da RC sobre o projeto em si, adiantando que “tem interesse a nível arquitetónico, houve a exigência de manter tudo aquilo que é o edifício, a estrutura do edifico vai-se manter, foi aliás uma exigência da camara e foi bem aceite pelos empresários”, Manuel Condenado refere que “vão-se manter as duas torres, existindo um casamento entre o existente e uma ampliação em termos de modernidade, será criada uma piscina com dimensões consideráveis”.

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