Alentejo

"O Alentejo é muito mais que turismo, temos de ter crescimento industrial sustentado, porque se alguém se constipa na China aqui morremos de pneumonia", diz Nelson Rosado (c/som)

Regional 03 Jul. 2019

O novo empreendimento hoteleiro de quatro estrelas à beira do Alqueva, Herdade dos Delgados foi esta quarta feira (3 de julho) inaugurado.

A Rádio Campanário marcou presença na inauguração e recolheu as declarações de Nelson Rosado, elemento do conhecido duo musical Anjos, e embaixador do Alentejo.

Nelson Rosado começa por referir aos nossos microfones que “o Alentejo precisa de obras como esta, obras sustentáveis, obras bonitas, obras de qualidade, obras que valorizam o património natural que nós temos”.

O cantor refere que “embaixadores do Alentejo acabam por ser todos aqueles que nasceram no Alentejo, nós não nascemos, a nossa mãe é que nasceu, mas oficiosamente todos aqueles que defendem o Alentejo são embaixadores da região”.

“É uma obrigação e um dever de todos aqueles que amam o Alentejo, promoverem a região"
Nelson Rosado

Questionado pela RC sobre o que significa colocar o Alentejo no mapa, Nelson Rosado refere que “para mim é chegar a qualquer parte e as pessoas falarem para nós (embaixadores do Alentejo) com um brilhozinho nos olhos”, acrescentando que com toda a promoção feita, “os qua ainda não vieram fazem todas as perguntas e mais algumas e querem muito vir”.

Nelson Rosado destaca como pontes fortes da região o facto “o Alentejo sabe receber bem, temos infraestruturas, temos um clima espetacular, a nossa gastronomia é extraordinária e a paisagem que é algo inexplicável”.

A Campanário procurou saber, na opinião do cantor, o que falta ao Alentejo, ao que Nelson Rosado refere que “o turismo está bem encaminhado”, não deixando de notar que “no caso de Alqueva os espanhóis exploram a água até não poder mais e nós portugueses não podemos explorar da mesma forma que eles exploram, o que limita a construção e edificação em alguns lugares das margens do Alqueva”.

Nelson Rosado não deixou de se referir ao concelho de Alandroal, que tão bem conhece, constatando que “falta muito desenvolver o tecido industrial, mas com indústria sustentável e não poluidora”.

O cantor considera ainda que “nós não podemos ser só turismo, e já percebi que vamos ser muito mais que turismo, devíamos ter um tipo de crescimento sustentado nas industrias”, acrescentando que “temos de chamar investidores que venham criar mais postos de trabalho, temos de atrair as famílias para cá e trabalhar para que elas se fixem por cá”.

Estas considerações são justificadas com o facto de “vivermos numa aldeia global, se alguém se constipa na China, aqui morremos de pneumonia, e acontecendo uma mudança no mapa turístico lá se vai tudo por água abaixo, não podemos estar apenas sustentados pelo turismo, temos de ter alternativas”.

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