Vila Vicosa

O amor tem quase sempre... uma janela ou uma porta pelo meio, mesmo o amor incondicional!(com som)

Regional 15 Set. 2020

O título da nossa reportagem podia certamente ser o título de um filme romântico, mas não é.

A dura realidade, vivida um pouco por todo o mundo e também no nosso País, obrigou-nos a arranjar estratégias e a definir formas de estarmos perto dos que mais amamos.

Enfrentamos uma pandemia com consequências físicas mas sobretudo emocionais. Sem qualquer aviso prévio, famílias inteiras viram-se privadas de conviver com os seus familiares que, por força da idade ou por circunstâncias de saúde, estão em Lares de Idosos ou em Unidades de saúde, confinados e sem qualquer contato físico com o exterior.

José e Isabel sabem bem o que o Covid 19 lhes tirou.

Isabel, em consequência de problemas de saúde encontra-se internada na Unidade de Cuidados Continuados de Vila Viçosa, desde 2014. José, o seu marido, amenizava as saudades e a falta da sua companheira, com visitas regulares que lhe permitiam tranquilizar um pouco o seu coração.

Mas tudo mudou. As visitas foram proibidas e de repente, nada é como era.

Ainda assim, José Luís, consegue manter um discurso positivo não deixando que a sua voz fique toldada pela tristeza ou pela emoção de não poder tocar, abraçar ou sentir fisicamente a sua esposa.

Em entrevista à Rádio campanário, José Luís adiantou-nos “temos que nos adaptar e respeitar as normas implementadas, ainda que nem sempre o desejo seja compatível com a necessidade.”

Sobre as novas regras que hoje entraram em vigor, disse-nos ainda que, “agora com o novo estado de contingência temos que ter cuidados redobrados, ouvir atentamente as autoridades por forma a preservarmos a saúde física, ainda que com algum sofrimento emocional.”

Ao mesmo tempo que entrevistamos José, do outro lado do vidro Isabel olha atentamente para o que se passa . Tem no olhar um brilho que transmite estar feliz com o fato de ter a família presente e isso percebe-se facilmente.

José Luís, devolve-lhe o olhar, e diz à nossa reportagem “mesmo que seja desta forma, dá para matar as saudades. Encontramos sempre uma maneira.”

Esta reportagem é o espelho do que se vive um pouco por todo o nosso País e com ela reforçamos uma certeza: o amor verdadeiro, no seu estado mais puro, vencerá sempre...mesmo quando tem uma janela pelo meio.

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