Estremoz

O reino do Dá Licença, a sete quilómetros de Estremoz, não é definitivamente deste mundo

Publicado em Regional 27 abril, 2019

Há qualquer coisa de estratosférico no Dá Licença. O Alentejo está por todo o lado e, no entanto, parece que não temos os pés bem assentes na terra. É a janela do quarto em forma de escotilha, é a zona da piscina que mais parece uma paisagem lunar e é, sobretudo, todo o mármore imaculado de que estamos rodeados.

O reino do Dá Licença, a sete quilómetros de Estremoz, não é definitivamente deste mundo. E a “fotografia grande” é demasiado grande para começar por aí. O hotel foi construído numa propriedade cujas primeiras casas datam de meados do século XIX, sem esquecer a ligação à indústria da exploração de mármore da região. Comecemos pelos pormenores que, como quase sempre acontece, têm toda a importância. Por exemplo, pelos lavatórios feitos à mão por Francesco Pluma, um artesão da aldeia vizinha de São Bento do Cortiço; pelo prato no qual é servida a sericaia com gelado de baunilha e cujo peso desafia o equilíbrio do braço que o traz à mesa; pelo banco de jardim que, lá adiante, está mesmo a pedir que nos sentemos a olhar para o montado sem fim. Foram todos esculpidos à mão, no mármore, a matéria-prima da terra por excelência.

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