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Pandemia contribui para redução das emissões poluentes no país

Regional 12 Abr. 2021

A redução no uso de carvão e a quebra da atividade económica em 2020, devido à pandemia, originaram uma das maiores alterações nas emissões poluentes em Portugal, que caíram 24% entre as dez unidades mais poluidoras, segundo a Associação ZERO.

A informação foi avançada este sábado, em comunicado, pela ZERO – Associação Sistema Terrestre Sustentável, com base no registo de emissões associado ao Comércio Europeu de Licenças de Emissão, que permite classificar as instalações/empresas mais poluentes de Portugal em 2020 relativamente às emissões de dióxido de carbono, principal gás de efeito de estufa causador das alterações climáticas.

Segundo a análise feita, que contabilizou apenas as emissões de voos intraeuropeus, a TAP registou a maior quebra nas emissões, desceu nove posições e saiu do “top 10” das empresas mais poluidoras, seguida da Central Térmica a carvão do Pego, que baixou oito lugares na lista da associação ambientalista.

Tanto a transportadora aérea nacional, com menos 76% de emissões, como a Central Térmica a carvão do Pego, onde se verificaram menos 68% de emissões de dióxido de carbono, saíram do “ranking” das 10 unidades mais poluidoras em 2020.

“Se considerarmos o total das empresas nos dez primeiros lugares em 2020, verifica-se um decréscimo de 24% das suas emissões em relação ao ano anterior, o que é uma consequência direta do efeito da pandemia”, salientou a associação, na nota divulgada este sábado.

De acordo com a associação ambientalista, “várias unidades industriais sobem no ´ranking`, mas têm menores emissões em 2020, comparando com 2019”.

Já a maior subida de 2019 para o ano passado foi a da Central Térmica de ciclo combinado do Pego, a gás natural.

“Entre 2019 e 2020, a seriação entre os maiores emissores sofreu uma das maiores mudanças de sempre, por dois motivos: o fim do uso do carvão na produção de eletricidade em 2021, com uma redução já muito significativa em 2020, e a redução da atividade económica em 2020, associada ao impacte da pandemia”, referiu a ZERO.

A associação sublinhou que o ´top 10` é dominado pelo setor da refinação, produção de eletricidade a partir da queima de gás natural, a produção de eletricidade em Sines, recorrendo a carvão, e o setor cimenteiro.

“Nas dez maiores unidades estão agora presentes três cimenteiras (Cimpor – Alhandra, Cimpor – Souselas e Secil – Outão), o que mostra a relevância deste setor em termos de emissões”, alertou a associação ambientalista, no mesmo documento.

A ZERO prevê que “num futuro próximo” sejam as centrais de ciclo combinado a gás natural, a refinaria de Sines, o setor cimenteiro “e eventualmente o setor petroquímico que dominarão a seriação das unidades empresariais maiores emissoras de dióxido de carbono”.

Segundo a associação, o custo da tonelada de dióxido de carbono atingiu em 06 de abril um valor máximo absoluto de 44,14 euros.

 

Créditos de imagem: Jornal Económico 

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