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Pandemia faz disparar relatos de fome nas linhas de apoio em crise

Regional 06 Mar. 2021

A pandemia de Covid-19 fez aumentar os pedidos de ajuda a várias linhas de apoio em crise, desde situações de ansiedade a solidão, a um novo flagelo mais preocupante a surgir, os relatos de fome.

Testemunhas destes relatos são a linha SOS Voz Amiga, a linha Conversa Amiga, da Fundação Inatel e o Centro de Apoio Psicológico e Intervenção em Crise (CAPIC) do INEM. Segundo divulga a Lusa,  em todas estas linhas de apoio houve um aumento do número de chamadas desde o início da pandemia.

Joaquim Paulino, presidente da Linha SOS Voz Amiga, explica que os voluntários deste serviço têm recebido chamadas de pessoas em desespero. "São pessoas de várias profissões e áreas de atividade, incluindo da cultura, o que não era tão usual", avança à Lusa.

"Há uma situação nova de há já alguns meses, quatro a cinco meses, que é de chamadas de pessoas a relatarem que estão a passar fome, e que tem vergonha de o admitir e este sofrimento é incrível", explicou.

O desespero aumenta quando em situações carência de alimentos, existem crianças. "Um pai ou uma mãe que não consegue dar sustento para os filhos é uma situação desesperante", disse, adiantando que face a estas chamadas a linha escuta as angústias e indica algumas entidades que estão no terreno e que podem ajudar as famílias nestas situações.

Desde o início da pandemia, em março de 2020, a linha SOS Voz Amiga mantida com 35 voluntários, recebeu uma média de mil chamadas por mês, mais 400 em relação a anos anteriores.

Relatos idênticos têm chegado à linha Conversa Amiga, da Fundação Inatel, que viu a procura da sua linha crescer 39% em termos de chamadas atendidas. De fevereiro a abril, esse crescimento foi de 269%

Esta linha tem vindo a receber chamadas relacionadas com a carência de produtos alimentares, insuficiência económica causada pelo desemprego ou diminuição de rendimentos, a par da violência doméstica, ocasionada pelos confinamentos, e da ideação suicida.

Já no caso do Centro de Apoio Psicológico e Intervenção em Crise (CAPIC) do INEM, foi registada uma variação de 88,9 % entre 2019 e 2020 no que respeita às chamadas relacionadas com carências económicas.

Milhares de pessoas recorreram à Segurança Social entre março e setembro para requerer uma prestação social, havendo quase 12 mil novos beneficiários do Rendimento Social de Inserção.

De acordo com os últimos dados do Instituto de Segurança Social (ISS), entre março (quando foi decretado o estado de emergência por causa da pandemia provocada pela covid-19) e setembro, 32.036 pessoas pediram à segurança social para receber o Rendimento Social de Inserção (RSI), uma prestação social para quem está em situação de pobreza extrema.

(Fonte: Lusa)

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