Portalegre

Portalegre: CGD liquida a fábrica da cortiça Robcork

Regional 21 Mar. 2018

A fábrica corticeira Robcork, em Portalegre, foi enviada para liquidação no passado mês de janeiro, em assembleia no Tribunal da Comarca de Portalegre, avança o Jornal de Negócios.

Segundo a publicação, os credores da Robcork decidiram mandar a empresa para liquidação a 12 de janeiro passado, isto 6 meses depois de terem chumbado o plano de recuperação da empresa em sede de Processo Especial de Revitalização (PER), apresentado no final de 2016, e de o maior credor, Caixa Geral de Depósitos (CGD), ter recusado a proposta de viabilização assinada por um grupo inglês.

Para além do banco estatal com 8,1 milhões dos 12,9 milhões de euros, são credoras entidades estatais, como o IAPMEI e o Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas (IFAP), com dois milhões de euros cada, a Segurança Social com 90 mil euros e o Fisco com 40 mil.

Recorde-se que a criação desta unidade industrial anunciada em 2009, representava um investimento orçamentado de 8,5 milhões de euros, que daria emprego a grande parte dos desempregados resultantes da falência da fábrica Robinson, no mesmo ano.

A empresa visava dedicar a sua atividade aos usos tradicionais da cortiça, maioritariamente revistimento e isolamento, assim como a criação de novos produtos inovadores, sempre com esta matéria-prima de base.

O terreno então municipal da antiga Johnson Controls (fábrica de peças automóveis), foi vendido à Roncork por 1,5 milhões de euros.

Inaugurada em 2015, depois de alguns atrasos nas obras e licenciamentos, e representando já um investimento de 15 milhões de euros, iniciaria atividade com apenas 40 trabalhadores, encontrando-se desativada desde 2017.

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