Alentejo

Postos da GNR no Alentejo “estão completamente desfalcados” e colocação de estagiários não resolveu o problema, diz APG (c/som)

Publicado em Regional 12 julho, 2019

A Associação de Profissionais da Guarda (APG) denuncia que os postos da GNR no Alentejo estão “completamente desfalcados” e afirma que a colocação de estagiários, “que são dados como número de reforço”, não veio resolver o problema.

“Muitas das vezes ouvimos do poder político que há um reforço no dispositivo, e a verdade é que estes estagiários estão em formação e não vêm acrescentar nada a nível de reforço”, afirmou o responsável da APG. Segundo António Barreira, neste momento, os postos “estão completamente desfalcados” e garante que “não é só o distrito de Évora, passa-se pelo país inteiro”.

Questionado sobre os postos com mais necessidade de reforço, o coordenador regional da APG diz que “é um mal geral” e sublinha que há até postos que foram recentemente inaugurados pela tutela que “não têm homens para lá os meter”, inclusive “algumas autarquias têm alertado para esse facto”.

António Barreira garante que a GNR “do pouco que tem faz muito”, apontando a culpa aos “sucessivos Governos que através de um esquecimento total das forças e serviços de segurança provocaram esta rutura”.

Nesse sentido, o dirigente sublinha que as forças de segurança “não podem estar dependentes da disponibilização das Câmaras Municipais”, seja na atribuição de viaturas ou de edifícios para Postos, como é exemplo Avis, Aljezur, Lagos ou Vila do Bispo. Já quanto ao número de efetivos garante que a Guarda “tem que jogar com os reforços dos postos mais próximos”.

Questionado sobre o número de militares em falta nos Postos do Alentejo, António Barreira diz “compete a quem manda na instituição dar esses números à tutela”, e relembra que “não se pode resolver este problema com o alistamento de 300 estagiários (…) nem depender de agendamentos políticos para socorrer os Postos”.

Para além da falta de efetivos, o coordenador regional relembra que os problemas “são divulgados à tutela mas depois não são resolvidos no imediato”, como é o caso das remunerações, promoções, transferências ou o curso para formação de sargentos.

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