Alentejo

Precisamos de “mais e melhores barragens para colmatar períodos longos sem chuva que vão passar a ser regra em vez de exceção”, diz presidente da CAP (c/som)

Regional 27 Fev. 2019

As alterações climáticas têm resultado num aumento da temperatura e em períodos sem chuva, em que esta acaba por ocorrer de forma concentrada.

Eduardo Oliveira e Sousa, presidente da CAP - Confederação Portuguesa de Agricultores, afirma à RC que a adaptação da agricultura às alterações climáticas “traz uma grande ansiedade”.

Resultante destas, vamos ter “períodos mais longos sem chuva e períodos com fenómenos de temperatura completamente diferentes”. Sobre este fenómeno, o dirigente afirma que “neste momento chamamos-lhe seca porque é uma seca em relação àquilo que era antigamente o padrão normal”, contudo, é uma “nova realidade” à qual “as variedades agrícolas e a tecnologia” têm que ser adaptadas.

“A nossa preocupação é mais na perspetiva do que possa vir a ser a próxima primavera e o próximo verão”
Eduardo Oliveira e Sousa

O presidente da CAP defende ainda a necessidade de “construir mais e melhores barragens para termos capacidade de armazenamento que possa colmatar esses períodos longos sem chuva que vão passar a ser regra em vez de exceção”.

Considerando as culturas até então, “neste momento não há prejuízos”, contudo “já existe alguma apreensão, não sabemos o que vai acontecer”.

O dirigente aponta a necessidade de chover nas próximas semanas, para a chuva “não vir depois em período que pode ser para estragar”

Não sendo ainda uma situação crítica, “a nossa preocupação é mais na perspetiva do que possa vir a ser a próxima primavera e o próximo verão”, conclui.

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