27 Fev. 2020
Augusta Serrano;
Fadistices
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Evora

Presidente da administração do Hospital de Évora confirma envio de doentes para o privado, mas “duvida” que sejam quem mais gasta (c/som)

Regional 05 Jul. 2017

Segundo um estudo realizado junto das Unidades de Saúde a pedido do Bloco de Esquerda (BE) Hospital do Espírito Santo em Évora (HESE), foi o hospital público que apresentou, em 2016, um maior gasto com o envio de doentes para o privado, chegando aos 6,69 milhões de euros.

Em declarações á Rádio Campanário a presidente do conselho de administração do HESE, Maria Filomena Mendes, diz que “existem situações que não conseguimos dar resposta internamente, e estamos a enviar doentes para o privado”.

Ao passar o doente para serviços de saúde privados, o HESE tem que suportar os custo daquilo que não consegue internalizar, como refere a presidente, ao qual afirma, “duvido que sejamos o hospital que mais gasta”.

Maria Filomena Mendes refere a unidade de radioterapia, que “sendo uma unidade do hospital, está concessionada a um privado”, ao qual acrescenta que recebem pacientes dos 3 distritos do Alentejo.

Segundo a presidente, ao ser equacionado a totalidade de gastos com o envio de utentes para o privado, “estamos a incluir esta nossa unidade”, mencionando que “neste caso, não parece correto”.

“Existem situações em que pela casuística, não se justifica que nós tenhamos determinar valências”, indica a presidente do conselho de administração do HESE.

A presidente do conselho de administração do Hospital relembra que “a partir do momento em que tenhamos médicos especialistas” para realizarem determinado tipo de exames, poderão “deixar de ter a necessidade de enviar doentes para o exterior”, mas ainda assim “outras situações haverá que temos que continuara enviar”, acrescentou.

Questionada sobre as áreas em que são enviados mais utentes para o privado, Maria Filomena Mendas indica a “radiologia, cintigrafia e na área da medicina nuclear”, ao qual acresce algumas áreas que “não faz sentido estarmos a desenvolver competências internas, e continuará a fazer sentido enviar os poucos doentes que temos”.

Quanto às áreas de Cariologia, Oncologia e a Cirurgia Vascular, que segundo a presidente “começamos a ter capacidade para receber os doentes”, estão “a tentar” em termos de recursos humanos e equipamentos altamente diferenciados ter “capacidade para tratar os doentes todos que nos procuram”.

A terminar as suas declarações, Maria Filomena Mendes acrescenta que “precisamos de novas instalações o mais rapidamente possível”, justificando que o HESE está “muito condicionado em termos de instalações”.

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