Redondo

Presidente do Redondo afirma que defesa do interior “tem que ser uma luta permanente dos autarcas” (c/som)

Publicado em Regional 08 janeiro, 2019

Aos microfones da Campanário, o presidente da Câmara Municipal de Redondo, António Recto, afirma-se como um “defensor do interior” e “um lutador, para inverter esta situação da interioridade e é isso que eu gostava de ver durante este ano de 2019, é que houvesse um maior equilíbrio neste país”. Nesta entrevista, o autarca falou da desertificação que a região do Alentejo enfrenta e dos caminhos e soluções que devem ser tomadas.

António Recto deseja que “o interior não fosse submetido, como tem sido ao longo dos anos, ao esquecimento, esse é o meu maior desejo”. “Era que a demografia, este abandono constante do interior se invertesse”, que o deixaria “imensamente satisfeito”.

Neste âmbito, António Recto diz que “o papel fundamental é da administração central” e que “é a eles que lhes compete inverter a desertificação do interior”. Admitindo que gostaria que o seu concelho, que tem cerca de 7 mil habitantes, “passasse para os 8 e para os 9 mil”, juntamente com “todos os outros do interior”.

Alertando ainda que esta questão deve ser prioritária “principalmente nos jovens”, onde gostaria que neste ano as diferentes administrações do Estado “tudo fizessem para que eles não abandonem as suas terras e especialmente o interior”.

Mas, para alcançar esses objetivos, “é de extrema importância” concentrar sinergias em “parcerias” ou no “intermunicipalismo”, que ajudem a ultrapassar as dificuldades de concelhos do interior alentejano, como o Redondo. Independentemente que qual seja o organismo, António Recto diz que “esta questão das associações dos municípios é de extrema importância” e “já lá vai o tempo em que cada um trabalhava para si”.

Algo a que “o Redondo não é uma exceção” e “está aberto a fazer parcerias seja com quem for, seja com o concelho que for, seja com que região for”. Exemplo disso são os diversos projetos enumerados pelo autarca, como a Associação das Cidades e Vilas Cerâmicas, a Rede Europeia Sabor Sur, o projeto Dark Sky, “há um conjunto de iniciativas e de projetos que estão agora a surgir neste momento, precisamente com o objetivo de inverter esta situação”.

Isto tudo também com a intenção “de lutarmos, porque isto tem que ser uma luta permanente dos autarcas, para prendermos, trazermos” pessoas e “conseguirmos inverter a situação do interior”.

Por isso mesmo, o autarca defende que o isolamento “é um erro”, dando como exemplo a realização do evento calipolense, alSTONES– Alentejo's Stones in the World, onde “se calhar fomos até dos primeiros que nos associámos”. Ao mesmo tempo “estamos numa luta agora, de sete concelhos, para criarmos um cais de cargas e descargas, aproveitando o comboio de mercadorias” que terá uma paragem de manutenção entre o Redondo e Alandroal.

“Até em nível cultural, devem-se criar pequenas associações de municípios que devem ser criadas para fazer projetos em conjunto para regiões” e não apenas para os concelhos. Referindo, que “nada impede que esta Cultura que o Redondo tem não se leve aos outros concelhos”. Até por, “aliás, está a ir”, sublinha.

Exemplo disso, é a Banda Filarmónica Municipal Redondense que “conseguiu fazer uma banda regional” e “são projetos dessa natureza que demonstram a força e a riqueza que existem nesta região”. Acrescentando que, com este espírito, “se não estiver na linha da frente, nem fico satisfeito”.

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