Evora

Proposta de 54 milhões de euros aproxima orçamento de Évora do “valor real”, diz autarca (c/som)

Regional 02 Nov. 2018

A proposta de orçamento para o município de Évora para 2019, aprovada em reunião de câmara e que será submetida a aprovação na Assembleia Municipal, tem um valor de 54 milhões de euros, avança Carlos Pinto de Sá, presidente da Câmara Municipal de Évora, em declarações à Rádio Campanário.

Esta proposta surge com um valor que “aproxima” o orçamento do seu “valor real”. Em 2013, o município tinha “um orçamento virtual” que apesar de ter um valor de cerca do dobro do atual, “não correspondia à receita que o município efetivamente arrecadava”, refletindo sim “a dimensão astronómica da dívida” municipal, aponta.

A proposta atual de 54 milhões de euros “já se aproxima muito daquilo que é real”, com um acréscimo no investimento.

 “Questões de planeamento estratégico de visão global do desenvolvimento de Évora para a década, vão ter uma particular atenção no ano 2019”

 

Das áreas contempladas na proposta das Grandes Opções do Plano, o autarca destaca como “tema geral” o lançamento da “candidatura Évora a Capital Europeia da Cultura em 2027”, que pretende que tenha o seu “arranque oficial” em 2019, desenvolvendo “as ações necessárias nesse sentido”.

Pinto de Sá salienta que em 2019 “arrancarão a maior parte” dos investimentos municipais, nomeadamente no âmbito da revitalização do centro histórico (9,5 milhões de euros até 2021), e intervenções no Salão Central, no Teatro Garcia de Resende, e “em questões de mobilidade […] para fazer a ligação entre a estação ferroviária e o centro da cidade”.

Haverá ainda um valor “mínimo de 5 milhões de euros” para “apoio aos privados que queiram recuperar edifícios no centro histórico”.

Esta proposta contempla ainda “uma componente de investimento nas escolas, de 1 milhão de euros”, a área ambiental com projetos de descarbonização e de gestão de consumos elétricos, e o apoio no âmbito da habitação na criação de alojamento para estudantes e novos trabalhadores para empresas que surjam.

É ainda considerado o investimento no âmbito da higiene e limpeza do concelho, assim como e atração de investimento.

“2019 é de alguma forma uma continuidade daquilo que dissemos em 2018, mas é um salto qualitativo visto que vamos para uma fase de concretização muito maior”, aponta.

O documento integra propostas de “outras forças políticas”, assim como de “instituições e cidadãos”, aponta o autarca, afirmando que “desde que fossem viváveis obviamente que considerámos”.

Por outro lado, Pinto de Sá aponta ainda a existência de “alguns problemas em áreas onde precisamos de mais investimento, mas ainda não temos capacidade para o fazer, como é o caso da rede viária”, por falta de financiamento. Não tendo este sido encontrado na reprogramação dos fundos como esperavam, afirma que será continuado o esforço para encontrar “financiamento para as áreas que estão mais desprotegidas”.

 

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