Proteção Civil desencadeia “intervenção de equipas cinotécnicas, na pedreira mais pequena, onde se supõe que esteja o trabalhador que está desaparecido” (c/som)

Publicado em Regional 22 novembro, 2018

Durante o briefing desta manhã, 22 de novembro, relativo às operações de resgate, a decorrerem na pedreira que engoliu parte da antiga EN255, que ligava Borba a Vila Viçosa, o Comandante do Comando Distrital de Operações de Socorro de Évora, José Ribeiro, disse que estão neste momento “a desenvolver um conjunto de operações em simultâneo”, que passam pela “operação de drenagem” que permitirá “desencadear outro tipo de ações” como “desobstrução e busca”.

Por outro lado, haverá “um reforço da drenagem, que já está a ser feito, com mais uma bomba”, bem como a avaliação “da possibilidade de instalarmos novas bombas”. Instalação essa que “está sempre dependente também daquilo que é o comportamento da linha de água”.

Em simultâneo e “com o apoio da Marinha Portuguesa, estamos a desencadear, nos próximos minutos, uma ação de busca e de reconhecimento”, no sentido de se obter “uma avaliação com mais pormenor do fundo da pedreira e podermos eventualmente identificar alguns dos nossos objetivos”, informou o Comandante.

Por outro lado, estão ainda a ser preparadas outras formas de intervenção, adianta, que terão início durante a hora de almoço, como “a intervenção de equipas cinotécnicas, na pedreira mais pequena, onde se supõe que esteja o trabalhador que está desaparecido”, com o objetivo de “conseguirmos localizar em concreto a sua posição”. Deste modo, “se tivermos sucesso nessa operação também já temos previsto utilizar algum equipamento para desobstrução”.

O Comandante informou ainda que as equipas têm “também o LNEC - Laboratório Nacional de Engenharia Civil, juntamente com a Engenharia Militar, que estão a fazer uma reavaliação da escarpa”, ao mesmo tempo que “estamos também a tentar encontrar locais nas proximidades, onde possamos fazer a descarga da água com sucesso”.

Contudo, “estamos também a prever instalar alguns equipamentos, na escarpa, que nos permita uma monitorização em tempo real de algum movimento que possa acontecer”, para permitir a existência de “um alerta mais precoce de um eventual deslizamento que possa ocorrer”, esclareceu. Sublinhando uma vez mais a complexidade da operação.

O Comande confirma, quando questionado, que “durante a noite houve alguns deslizamentos de terra essencialmente”, mas também de pedras, surgindo essa preocupação como “outra operação que já estamos a prever”, não estando ainda planeada, para remoção controlada de massas passíveis de deslizarem.

Estando as bombas a drenar a pedreira desde o dia de ontem, dia 21 de novembro, avança que “foi retirada uma parte significativa (da água) mas penso que a partir de agora é que o efeito se vai ver, com as duas bombas que temos de maior capacidade a trabalhar em simultâneo”. O processo de drenagem tem sido acompanhado pelos técnicos do município.

Quando questionado relativamente à ação da Marinha, acrescenta que, através do Instituto Hidrográfico, esta reforçará a ação na parte da tarde com um equipamento ROV. Os mergulhadores só regressarão à água quando tiverem uma maior perceção mais pormenorizada do fundo da pedreira.

“Outra opção que estamos a avaliar, embora seja mais difícil, é de tentar aproveitar um eventual sinal” dos telemóveis das vítimas, “mas vai ser muito difícil”.

Última atualização às 13h27

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