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NACIONAL

PSP: Em 2020 as operações de fiscalização rodoviária superaram os número de ano anterior

Regional 13 Abr. 2021

Em comunicado enviado à nossa redação a PSP informa que:

Em 2020 a PSP concretizou 23 743 operações de fiscalização rodoviária nas quais foram fiscalizados 1 215 432 condutores, superando o registo de 23 636 operações e 911 636 condutores fiscalizados em 2019, porquanto este tipo de ação se revelou de fundamental intervenção no contexto dos Estados de Emergência.

Não obstante esta intensa proatividade policial, durante o ano de 2020 a PSP registou 44 583 acidentes rodoviários, dos quais em 32 903 só resultaram danos.

Dos restantes 11 680 acidentes, resultaram 78 vítimas mortais, 593 feridos graves e 13 141 feridos leves.

Os distritos e regiões com maior prevalência de sinistralidade em 2020 foram, por ordem decrescente, Lisboa (13 145 acidentes), Porto (8 159), Setúbal (3 326), Açores (2 872), Braga (2748) e Madeira (2460).

Da vitimização resultante da sinistralidade rodoviária 64 falecimentos ocorreram em Portugal continental, 8 na região autónoma da Madeira e 6 na região autónoma dos Açores.

Do total de feridos graves, 100 foram registados nos Açores e 67 na Madeira e, dos feridos ligeiros, 538 foram registados nos Açores e 827 na Madeira.

Em comparação com o ano de 2019, a PSP regista globalmente uma importante redução de todos os indicadores, com menos 29 vítimas mortais, menos 193 feridos ligeiros e menos 5 927 feridos graves:

 
 

 

Na sinistralidade global, somente Beja apresentou um aumento em relação a 2019 (mais 29 sinistros, comparando com os 213 de 2019).

Já no concerne a vítimas mortais, na comparação dos registos de 2019 e 2020, verificamos um aumento em Lisboa e Setúbal (com mais 3 mortos cada), Castelo Branco e Faro (mais 2 cada), com todos os outros distritos e regiões a diminuir globalmente todos os registos, potenciando a quebra global das consequências nas pessoas da sinistralidade a nível nacional.

Temporalmente, as maiores descidas em comparação com os meses homólogos de 2019 foram verificadas nas janelas temporais entre março e julho e outubro a dezembro.

Já quanto à tipologia de acidentes, não se registaram variações, mantendo-se em 2020 a prevalência das colisões (35 688 ocorrências, de que resultaram 27 mortos, 235 feridos graves e 7 653 feridos ligeiros). Seguem-se os despistes (6 278 ocorrências, com o registo de 33 mortos, 174 feridos graves e 3 179 feridos ligeiros) e os atropelamentos (2 617 ocorrências, com o registo de 18 mortos, 184 feridos graves e 2 309 feridos ligeiros).

Comparativamente com o ano anterior, o atropelamento foi a tipologia com maior diminuição (-36%), seguida da colisão (-27%) e do despiste (-15%). A redução das consequências foi maior nos despistes (menos 24 mortos, 57 feridos graves e 853 feridos ligeiros), seguida dos atropelamentos (menos 3 mortos, 80 feridos graves e 1 460 feridos ligeiros) e, finalmente, das colisões (menos 2 mortos, 56 feridos graves e 3 614 feridos ligeiros).

Esta tendência de diminuição da sinistralidade e das consequências diretas nas pessoas mantém-se em 2021.

Assim, da comparação do primeiro trimestre de 2021 com a janela temporal homóloga, verificamos uma diminuição de todos os indicadores:

8 385 acidentes (menos 4 101), dos quais 2 173 com consequências pessoais (menos 1 006), de que resultaram 17 vítimas mortais (menos 3), 119 feridos graves (menos 22) e 2 370 feridos ligeiros (menos 1 274).

No que concerne à variação do total de sinistros e dos sinistros com vítimas, as maiores diminuições são verificadas em Lisboa (menos 1363 e 445, respetivamente), Porto (menos 839 e 178) e Setúbal (menos 331 e 85).

Já no que concerne à variação do n.º de vítimas mortais neste trimestre, as maiores variações são registadas em Castelo Branco e Leiria (menos 2 vítimas cada, passando para um registo sem mortos) com um único aumento (Aveiro, que registou 2 mortos quando havia registado 1 na janela temporal homóloga).

Com a permanente atenção dedicada pela Polícia de Segurança Pública à segurança rodoviária, acreditamos ter contribuído de forma relevante para potenciar a manutenção da tendência de diminuição dos índices de sinistralidade no futuro próximo.

A PSP apela a todos os condutores que mantenham uma atitude prudente durante a condução, contribuindo para que, também neste capítulo, Portugal venha a ser um dos países mais seguros do mundo.

 

 

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