Vila Vicosa

“Quando meto a mão na consciência, sinto que poderia ter feito de outra maneira” diz ex-autarca, lamentando ainda a “crispação” com Manuel Condenado (c/som)

Publicado em Regional 12 julho, 2017

(Por Augusta Serrano) - Com o aproximar das eleições Autárquicas, a realizar já no próximo dia 1 de Outubro, vão sendo conhecidos os vários candidatos, seja por Partidos ou independentes.

É uma altura de grande especulação, mas á medida que nos aproximamos da data eleitoral ficam poucos lugares, nas listas, por conhecer.

Em conversa com a Rádio Campanário, Luís Caldeirinha Roma, ex-autarca do município de Vila Viçosa, quando questionado sobre a possibilidade de entrar de novo na vida política ativa, refere que “nunca fui habituado a dizer desta água nunca beberei”.

Nas suas palavras, o ex-autarca acrescenta que está “a ultimar” a reforma da sua “vida ativa”, e da política ativa “reformei-me há quatro anos”, mencionou.

O ex-autarca diz á RC que sente ter feito “coisas boas como coisas más”, afirmando que “faria diferente”, fundamentando com, “não há ninguém que fizesse as mesmas coisas, porque tiramos lições e ilações”.

“Se fosse para melhorar alguma coisa do que fiz de mal, com certeza que seria para ter melhores resultados”, diz Luís Caldeirinha Roma em sobre ter perdido a presidência do município.

No que concerne às eleições de há quatro anos, Luís Caldeirinha Roma diz respeitar o voto das pessoas, “tanto que fui candidato a presidente da Câmara, não me quiseram, e eu dei o espaço”.

Sobre a possibilidade de voltar a ser presidente de Câmara, o ex-autarca diz que “nestas circunstâncias não”, esclarecendo que, na sua opinião, a politica “precisava de uma renovação completa”.

Justificando a afirmação anterior, Luís Caldeirinha Roma diz que, quem ocupa cargos políticos, “devem por toda a sua capacidade ao serviço”, ao qual acrescenta que “há falta de entendimento nas coisas mais pequeninas”.

“Não trás benefício nenhum às populações as tricas e laricas que muitas vezes se arranjam”, diz o ex-autarca, referindo que “em parte” se considera vítima de “tricas e laricas” enquanto esteve na presidência.

No seu mandato, e autocriticando-se, refere que falhou no que diz respeito a “consensos”, com “pessoas das outras forças políticas”, nomeadamente Manuel Condenado, que fez oposição á presidência de Luís Caldeirinha Roma, indicando ser “uma das coisas que mudaria”.

“Faz mais falta nós falarmos e procurarmos pontos em comum, do que pontos de divergência”, sublinhou o ex-autarca á RC, acrescentando que “o clima” faz com que sejam tomadas “algumas reações que nem suponhamos que nós próprios tomaríamos”.

A fundamentar as afirmações anteriores, indica “a falta de algum traquejo político”, sobre o dá como exemplo o acordo Governamental, que hoje está em vigor, considerando que o “deveria ter tido mais cedo”.

Em comentário ao mandato de que não saiu vencedor, Luís Caldeirinha Roma diz que “toda a gente sabe das minhas divergências com o atual presidente”, destacando que “há muitas coisas que melhoraram”, sobre as quais, indica a área do urbanismo e da limpeza.

No sentido contrário, “há outras áreas que me entristecem muito”, refere o ex-autarca, questionando, “porque é que coisas que foram boas não formam continuadas”.

Em torno da divida do Município em cerca de 6 milhões de euros quando saiu da autarquia, Luís Caldeirinha Roma questiona “qual é o problema?”.

“Se eu tivesse continuado a fazer algumas coisas que eu considerava mal, se calhar era ainda muito mais”, afirmou, indicando que “essa dívida teve a ver com as restrições que apanhámos ao longo dos 4 anos, e que mais ninguém apanhou”, justificando com “os cortes sucessivos” ao longo do tempo em que ocupou a presidência do município.

Luís Caldeirinha Roma diz ainda que, o que falhou no atual mandato, falhou “porque não conseguimos superar este bairrismo de clãs políticos, e dar as mãos muitas vezes”.

Acrescentando que “teria tentado dialogar”, “tratar as coisas de outra maneira, que não com esta crispação politica”, que reconhece que houve”, acrescentando ainda que “não tenho para mim toda, mas parte da culpa foi minha”.

A terminar as suas declarações, diz que, na presente data, “quando meto a mão na consciência, teria tentado fazer de outra maneira”.

 

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