Reguengos de Monsaraz

Reguengos de Monsaraz integra pela primeira vez programação do Festival Terras sem Sombra

Publicado em Regional 16 fevereiro, 2019

Reguengos de Monsaraz integra pela primeira vez a programação do Festival Terras sem Sombra. Este festival realiza-se no Alentejo desde 2013 e junta a música, o património e a biodiversidade. 

 No dia 23 de fevereiro, às 15h, haverá uma visita ao Museu do Fresco, em Monsaraz, guiada pela historiadora e Diretora Regional de Cultura do Alentejo, Ana Paula Amendoeira, e pelo químico António Candeias. Em 1958 foi descoberto no antigo tribunal da vila, que é atualmente um museu, uma invulgar pintura a fresco de finais do século XV, obra-prima da arte tardo-gótica que evoca, alegoricamente, as Justiças Divina e Humana. Esta obra é o ponto de partida para uma conversa intitulada “O Bom e o Mau Juiz: Alegorias da Justiça na Audiência de Monsaraz”. 

 “A Ordem Natural das Coisas: Música Espanhola e Portuguesa dos Finais do Século XIX” é o nome do concerto com o Trio Arbós que vai decorrer no dia 23 de fevereiro, pelas 21h30, na Igreja de Nossa Senhora da Lagoa, em Monsaraz. Este trio formado por Cecília Bercovich (violino), José Miguel Gómez (violoncelo) e Juan Carlos Garvayo (piano) surgiu em 1996, tem o nome do violinista, maestro e compositor espanhol Enrique Fernández Arbós (1863-1939) e é considerado um dos mais reputados ensembles de câmara europeus. 

 O Trio Arbós está sediado em Madrid e o seu repertório estende-se dos autores clássicos e românticos até à contemporaneidade. Em Monsaraz vão interpretar obras de Felipe Pedrell (1841-1922), Joaquim Malats (1872-1912), Alexandre Rev Colaço (1854-1928) e Enrique Granados (1867-1916). 

 No dia 24 de fevereiro, a partir das 9h30, na Praça da Liberdade, realiza-se a iniciativa “Interpretar a Paisagem: Reguengos de Monsaraz e o seu Hinterland”, que terá como guias os geógrafos José Muñoz-Rojas e Teresa Pinto Correia. Desta forma pretende-se explicar as transformações que Reguengos de Monsaraz tem tido nas áreas da vinha, do olival e com a albufeira do Alqueva, pensando no futuro e na qualidade de vida de quem vive nessa paisagem e quem com ela se relaciona. Assim, interessa entender as dinâmicas e avaliar o que se perde e o que se ganha e que desafios se colocam a uma gestão integrada. 

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